sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Le fudez vouz

Sexta-feira, 22, foi o primeiro ensaio da Cor de Mel, antiga Banda Mel.

Na véspera, falávamos sobre a banda e discutíamos se tinha sido Márcia Short ou Alobened quem cantava Crença e Fé. Lucas, como sempre, resolveu a questão: "Não importa, as duas foram dar a volta no mundo, não chegaram a nada e voltaram pro mesmo lugar".

Apesar dos comentários de Lucas, decidi: "Eu vou pra ver". Recebemos cortesias e resolvemos ir de táxi, pra evitar confusão no estacionamento. Como no convite dizia que o pessoal da cortesia deveria chegar até às 20:30, saímos cedo.

O tráfego estava modificado e não poderia subir de carro. E lá fomos nós, "subindo a Ladeira do Pelô." A possibilidade de rever a banda "alegrou meu coração", " a saudade bateu que doeu ". O local estava absurdamente cheio, mas não por causa da banda. Tinha um coral de crianças cantando. Para passar pela multidão seguimos o esquema de "Oi vá de lado, vá de lado. Vá de banda. Oi vá na frente que depois eu vou atrás", já velho conhecido nosso dos carnavais fora da corda.

Ponderei se o pessoal da produção da banda não estaria sabendo daquele evento, porque era bem em frente ao local do show da Banda Mel. Nos dirigimos com dificuldade pra entrada, mas lá tava um tumulto.

E era um empurra pra lá ( Ae, ae, ae, ae), era gente forçando a passagem ( Ei, ei, ei, ei), era gente tentando meter a mão em seu bolso ( Oô, oô, oô, oô, oô, oô, o). E lá na frente não entrava ninguém. Achei estranho porque o show estava marcadao pras 19 horas e já passava das 20. Com muito esforço Beto abriu passagem chegou até o portão e recebeu a informação: "Não entrava mais ninguém com cortesia". Ora, antes das 20:30 nós já estávamos lá e eles não deixavam ninguém entrar, então não poderia ser por causa do horário. Nem pensei duas vezes, o retorno da Banda Mel se revelou uma "barca furada". "Nosso povo não quer besteiras, Nosso povo não mais se engana", então decidimos sair daquela muvuca na mesma hora.

Ficamos na praça ainda mais um pouco pra encontrar com amigos que estavam chegando e anunciar nossa decisão de ir embora. De repente uma confusão. Aquele afastar repentino de pessoas, abrindo uma roda e significando que logo adiante "o pau comeu". Logo depois a confirmação, um segurança bateu num rapaz que indignado protestava: "A gente paga e vem pra cá apanhar?"

Dias depois, leio no orkut algumas pessoas defendendo a produção, argumentando que os artistas são muito bons. Inclusive o tal rapaz que apanhou, outro que teve o celular furtado, outro que não conseguiu entrar. Ou seja, em nome do talento dos artistas desculpa-se qualquer desorganização, qualquer falta de respeito, qualquer violência com as pessoas. Que falta de força e pudor dessa gente que, dificilmente, "faz protesto, manifestação". Infelizmente, "essa visão do mundo permanece, ainda não modificou". Talvez EU deva dar a volta no mundo. Pois sou búzios sou revolta, arerê.

Eu não vou a mais show algum da Banda Cor de Mel, a não ser que me paguem, e bem. Quanto ao argumento de que eles são talentosos e que por isso podem fazer show de qualquer jeito, com produção descuidada e tudo o mais, acho que quem age assim "na vida, não brilha, não brilha, não brilha".

Cada frase em destaque é de uma canção da Banda Mel. Diga o nome de todas nos comentários e ganhe um ingresso do show.

Extraído do site G1:

O site humorístico Kibe Loco fecha o ano com uma eleição dos piores de 2006: livro, filme, novela, programa de TV, ator, atriz, música, esportista e mico são algumas das 15 categorias do recém-lançado prêmio “Kibe de Ouro”, que teve 255 mil votos desde terça-feira (26), quando foi colocado no ar.

A novidade que deve ser repetida nos próximos anos é uma paródia do “Framboesa de Ouro”, prêmio criado em 1980 que seleciona tudo de pior que há no cinema -- ou seja, uma antítese do Oscar.

“O brasileiro é um povo sem memória e, no final do ano, quer deixar tudo de ruim para trás. A votação deve marcar bem o que aconteceu em 2006, para não repetirmos os mesmos erros”, afirmou ao G1 Antonio Tabet, ou Kibe Loco, o publicitário responsável pelo site.

Ele mesmo confessa ter se lembrado de alguns episódios enquanto fazia a seleção para o “Kibe de Ouro”. Foi o caso do lançamento do livro “Formando Equipes Vencedoras”, de Carlos Alberto Parreira, e o depoimento na novela “Páginas da Vida”, no qual Nelly dos Santos, 68, falou sobre seu primeiro orgasmo.

O humorista afirma que essa premiação é apenas simbólica, já que “ninguém vai querer receber um quibe de presente”. Os resultados serão divulgados no site em 31 de janeiro, mas até lá é possível ver o balanço parcial dos mais detestados pelos internautas brasileiros.

Por enquanto, Dado Dolabella é unanimidade nas categorias pior ator (78%), pior cantor (67%) e pior música (42%). Também recebem destaque o RBD (categoria pior grupo; 51%) e Gretchen (atriz; 42%).

Alguém pode olhar pra mim o significado de "unanimidade" no dicionário? Bom, de qualquer forma, vão até o site do Kibeloco e votem.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Pipoca Loki!

Toda terça no Aeroclube, na praça das lanchonetes, tem show de Laurinha. Bom, nem cabe mais aqui eu ficar fazendo apresentação de Laurinha, quem quiser faça uma pesquisa lá em cima e veja tudo que já falei dela aqui no blog.

Mas o show de Laurinha é algo que preciso contar. A mulher arrasa! Tem uma voz da porra e fica muito à vontade no palco. À vontade demais, às vezes, a ponto de esquecer de passar o roteiro pros músicos (Laurinha, você sabia que eu ia mencionar isso).

E quem pensa que vai ouvir axé, engana-se. Nada contra, mas o show não é disso. Tem soul, tem samba rock (pelo menos eu acho que é isso), tem um monte de coisa legal.

Mas o que eu quero comentar é que Laurinha dedicou uma música pra mim. E foi assim: "Essa é pra Dja. Pra ele e pra todos que curtiam aquelas músicas e movimentos dos anos 70".

COMO ASSIM???? Me chamando de velho em pleno Aeroclube?! Tudo bem, eu e ela sabemos que ela me mostrou a música há uns meses e que eu adorei. Mas pro resto do pessoal... bem, e não foi só isso.

A música é "Cê tá pensando que eu sou loki " de Aranaldo Batista.

Ela pode ser ouvida aqui.



Agora acompanhe a letra:

Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?
Sou malandro velho
Não tenho nada com isso

A gente andou
A gente
queimou
Muita coisa por aí
Ficamos até mesmo todos
juntos
Reunidos numa pessoa só
Cê tá pensando que eu
sou loki, bicho?
Eu sou velho mas gosto de viajar por aí
Cilibrina pra cá
Cilibrina pra lá
Eu sou velho, mas
gosto de viajar...

Cê tá pensando que eu sou loki,
bicho?
So malandro velho
Não se mete no enguiço
Ou seja, quem não sabe que eu gosto da música, pensa que, além de velho, eu sou maconheiro. Bom, mas na terça que eu voltar de nazaré, vou ver laurinha de novo e convido todo mundo a ir. Ela vai estar lá até fevereiro.

Agora sou ilegal!

Não bastasse eu ser imoral e engordar, agora também caí na ilegalidade.
Eu criei um disco virtual pra colocar uns arquivos na internet. Claro que coloquei meus mp3's e compartilhei todos. Aí recebi o seguinte e-mail:

Hi!

We received a complaint about illegal using of some files in your account.
Sharing the copyrighted materials is forbidden by the 4shared terms of use.
Your account has been banned.
If you want to reactivate your account you have to remove the illegal
files immediately, otherwise, we will be obliged to close your account.
Let us know about your action and the account will be unbanned after inspection.

Best regards,
Svetlana
Ou seja, alguém reclamou que o material possuía direitos autorias e os caras me bloquearam. Sem nem me ouvir primeiro. É bem verdade que se ouvissem, não entenderiam, porque eu só falo português. De qualquer forma, estou banido e posso ser descadastrado do site. Tudo porque Ivete Sangalo ou a Som Livre não gostou da faixa Narizinho distribuída gratuitamente. Espero que, agora que deletei a faixa, ele volte a vender os milhões que vendia antes desse meu ato marginal e danoso à indústria fonográfica.

Só pra constar, adoro Ivete, mas a versão de Lucinha Lins é muito melhor.

Antes de escrever esse blog, mandei um e-mail dizendo que aaguei o tal "ilegal material" (assim,. mesmo, entre aspas) e enquanto digitava a frase acima, recebi esse novo e-mail:

Hi,
The account has been reactivated.
Thank you for cooperation.

Vai ver que eu que não estou acostumado com o modo americano de julgar tudo rapidamente.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Feliz Natal a todos!



Quem lembrar de onde é a música vai se emocionar, com certeza...

Vamos pedir piedade. Senhor, piedade!

- O Senhor gostaria de ajudar as crianças com câncer?
- Hã?!

Não entendi a pergunta que me foi feita, estranhamente, pela moça do McDonalds. Ela repetiu e meu primeiro impulso foi dizer que, após andar pelo Iguatem em 3 dos 5 pontos de vendas do McDonald sem achar sorvete de chocolate, tudo o que eu queria naquela momento era um sundae todo de chocolate.

Achei que soaria um pouco egoísta e pensei um pouco, enquanto a outra moça preparava meu sundae. Apesar da fila, e de eu já ter saído do caixa, a mocinha esperava minha resposta. A princípio pensei que sim. Eu gostaria de ajudar as crianças com câncer, as pessoas com AIDS, os cachorros de rua e os velhinhos abandonados. Mas achei que essa resposta iria me comprometer de alguma forma e não seria com um convite pra ser candidato a Presidente da República.

Reparei que a mão da mocinha estava sobre uma caixinha azul em forma de casinha. Era da Fundação Ronald McDonald.

Entendi tudo. A moça não queria saber se eu queria ajudar as crianças com câncer, ela só perguntou isso pra me intimidar a dar meu troco pra Fundação Ronald McDonald.

Então a resposta era: - Não, obrigado! - No mesmo tom que recusei a água mineral pra acompanhar meu sundae.

Ninguém faz nada de graça, nem caridade. Cada um tem seu motivo, quer seja pra fugir do inferno ou do "Leão". Qualquer que seja a religião a caridade pressupõe uma recompensa. E quem dizer que faz isso apenas porque se sente bem ajudando o outro, bem, então é isso, se se sentisse mal não faria.

As pessoas jurídicas não são boas, nem más, são empresas. Quando elas te prestam um bom serviço, elas pretendem adquirir um cliente. Quando fazem caridade, elas querem ter um bom retorno em propaganda, com a imagem de que é uma empresa com "responsabilidade social" e coisa e tal.

O McDonald's fatura muita grana no mundo inteiro e pode muito bem manter uma instituição filantrópica sem pedir meus trocos.

Afinal, apesar de me dar a certos luxos como comer noMcDonald's, eu não sou rico. Passo por alguns perrengues financeiros, de vez em quando.

Aliás, querido leitor, eu podia estar roubando senhas de internet bank ou pirateando cd's e dvd's, mas estou aqui, honestamente, escrevendo um blog e gostaria de pedir sua colaboração. O senhor ou a senhora não gostaria de estar contribuindo com qualquer quantia que pudesse me ajudar? Muito obrigado!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Dando um tempo

Quando um relacionamento está com problemas é sempre bom parar e, com calma, relembrar aqueles primeiros momentos, aquela sensação de quando se conheceram, algumas histórias engraçadas, ternas, felizes.

Lembro que comecei um blog pelo IG. Foi lá que constatei que meu blog era lido pelas pessoas sobre as quais eu escrevia. Foi lá que recebi os primeiros comentários. Foi lá que encontrei pessoas que entendiam o que eu falava, ainda que outras, não. Comecei a gostar daquilo e assinei o SuperIG, pago, para ter mais recursos, mais postagens, etc. Lá eu escrevi coisas legais como:


08/04/2004 11:47
Pleno feriadão e eu aqui, sem nada pra fazer... A carteira de estudante não chegou, ou se chegou eu não sei porque a porra do DA só vive fechado. Se quiser ir ao cinema tenho que pagar inteira. Mas acho que vou ver "Mad Cristo, Além da Cúpula da Paixão".

08/04/2004 14:42

E o cinema não rolou ainda...


Em compensação estou me deliciando com a ótima programação da TV à tarde. Em um canal, uma mulher está há 20 minutos mostrando aquários. O que virá depois? Uma exposição de protetores de tela para computador?
Em outro canal, Clodovil (ainda é vivo?) ridiculariza o cozinheiro e fazendo chacotas, piadinhas e insinuando que o rapaz é... gay (?!). Vá lá, Maluf chama os adversários de corruptos, por que não isso?
Sou contra a censura prévia na televisão. Acho que o controle remoto é a melhor censura que pode haver, mas certos programas desafiam qualquer bom senso.
O que vcs acham?

09/04/2004 18:43

A Paixão de Cristo

Finalmente fui ver o filme. Quem quiser ir, não precisa se preocupar com a carteira de estudante, o Mutiplex está cumprindo a lei e aceitando o comprovante de matrícula. Aceita também o recibo de pagamento da carteirinha. Mas, se cumpre de um lado, desrespeita ao colocar um aviso dizendo que não pode entrar com alimentos que não sejam da lanchonete do cinema. Ah, tá! Deve ser poque a pipoca deles não engordura e eles abrem cada latinha de refrigerante e colocam um produto que não permite manchar as cadeiras. O pior é que a vendedora de pipoca do carrinho que fica do lado de fora, e que vende pipoca muuuuuuuuuuuuuito mais barato, ainda me advertiu que não conseguiríamos entrar no cinema com a pipoca e o refri. Conseguimos. Mas se nessa terra os responsáveis pelos órgão de defesa do consumidor e do Ministério Público não fossem os frouxos que são, nem aquele aviso teria mais na porta. Mas vamos ao filme. Eu o considero um sucesso... de marketing. Começou com a polêmica do anti-semitismo. Depois foi a história que teria caído um raio no ator, durante a cena da crucificação. Podendo ser apelidada de "película mortífera", matou uma mulher nos EUA e um homem no Brasil. Tenho certeza que há uma história de morte em cada país que estreou. E no final é um filme meia bomba, quanto ao enredo, reproduzindo os últimos momentos de Cristo, com flashbacks de sua vida. De ineditismo, uma cena da infância, em que ele cai e é socorrido por Maria, e outra em que ele fabrica uma mesa. Seguindo a mais pura tradição católica, José nem sequer aparece, na verdade, às vezes tenho a impressão de que os católicos o vêem como um empecilho: se não existisse ficaria mais fácil acreditar na virgindade de Maria. Ou não. No mais é fidelíssimo ao relato bíblico, inclusive no tal "anti-semitismo". Não entendi o porquê da polêmica, afinal a Bíblia diz que foram os judeus que exigiram a condenaçlão de Cristo. Se aconteceu daquele jeito ou não, eu não sei, mas que é assim que tá na Bíblia, é.
O filme vale pelo realismo das cenas do sofrimento, uma sangreira e uma crueldade que deixariam Jason e Fred envergonhados.

12/04/2004 23:14

Dia duro!!!

Faltou luz, como sempre falta luz no Luis Anselmo. Principalmente quando chove. A moça da Coelba diz que é mentira minha, que a última falta foi há 20 dias (elas sempre dizem 20 dias, quando eu reclamo). Mesmo que no dia anterior eu ternha descido os 4 andares pela escada, ela insiste que não faltou luz. Mesmo que eu tenha que desligar a geladeira, com medo da energia voltar e repentinamente queimar meu aparelho, não há registros de falta de energia nos últimos 20 dias. E amanhã, será a mesma coisa. Ainda que eu insista com a simpática moça, que sabe mais sobre a energia do meu bairro do que eu, que moro aqui. Ainda que eu diga a ela que a queda de energia de hoje me impediu de imprimir e salvar o trabalho de filosofia que deveria ser apresentado hoje, ainda assim ela dirá que não há registro de queda de energia nos últimos 20 dias. Não. A gentil moça não tem nada contra mim, nem quer me enlouquecer. Acontece que a Anael tem certas metas para as empresas de energia. E existem uns fatores de manutenção de enregia incompreensíveis que vem na conta de todo mundo. Eles calculam as quedas de energia num determinado período, não sei como. Mas o mais interessante é que quem controla esse cálculo é a própria companhia de energia elétrica. Não é legal? São elas que informam as quedas de energia. E com base nesses dados, da Coelba, a Anael verifica se ela está ou não dentro da meta. Assim, tem razão a garota quando diz que não houve queda de energia nos últimos 20 dias, não importa que dia do mês seja hoje.
Boa noite.
PS. Alguém sabe que diabos é pretório?????

18/04/2004 19:38
Aqui em cima, na página do Blig, tem um banner com uma promoção do Superig + Velox. Quando vai ver você lê, logo de início:

"CORRA! Você só tem até 10/4 para aproveitar esta promoção.
Assine a melhor internet banda larga do Brasil com a conexão Velox e ganhe celulares Oi."

Bom, hoje é dia 18/04. Por mais que eu corra, não vou conseguir chegar a tempo de aproveitar a promoção.
Se o Superig é rápido assim em atualizar as páginas, imagine como é a conexão.
Faça quem quiser, eu avisei.

Pois o SuperIG não era incompetente só na atualização das propagandas. Ele travava muito e, mesmo sendo pago, tinha menos recursos que blogs gratuitos. Nós nos mudamos pro Weblogger. Foi lá que ficamos quando tive pneumonia e fiquei muitos dias sem ir à aula. Lá era divertido, mas como eu tinha uma conta no UOL e lá tinha blog, nos mudamos de novo. Postei sobre Bruna Surfistinha, sobre o secreto amante brasileiro da Barbie e muito mais. Nosso relacionamento não era perfeito. Quantas vezes o tempo de autenticação acabava e eu perdia toda a postagem? Ou os post em duas partes pq o UOL não permitia que consumássemos todas nossas idéias de uma só vez, criando poste assim:

Noite Feliz! (parte um)

O título é de música de Natal, mas serve para relatar ironicamente o meu reveillon.

O elenco:

Denize – dona do apartamento na Barra onde se desenvolveu parte da ação.

Alberto – proprietário e condutor do veículo Palio onde se desenvolveu a maior parte da ação.

Djaman – esse que vos escreve.

Daniel – sobrinho de Denize.

André – amigo de Daniel.

Beto – irmão de Denize.

Maria Amélia – mãe de Alberto.

Coadjuvantes: Pierine, Marcelo, Noel, e outros dois cujos nomes eu esqueci, desculpem.

Saímos eu, Alberto e D. Maria Amélia do Luis Anselmo e fomos para a casa de Denize na Barra. Lá chegando, resolvemos ir ver um pouco do show do Farol porque a festa estava no começo. Fomos Alberto, eu e Beto. Era o show do Batifun. Muito legal. A Barra estava cheia, mas deu pra gente chegar num local que tinha uma boa visão do palco. No finalzinho do show do Batifun, Alberto sugeriu que ficássemos um pouco mais para que Beto pudesse ver a Banda Calypso. Concordei, afinal ele é criança e não tem culpa de ter gosto estragado pra música. Quando o show da tal banda começou o local estava totalmente tomado de gente. Imaginem se o trio do Chiclete com Banana fosse o único a tocar em Salvador e resolvesse passar o carnaval inteiro parado num só lugar e vocês teriam uma idéia aproximada de como estava aquilo lá.

Beto começou a se sentir incomodado e pediu pra gente ir pra outro lugar. E lá fomos nós seguindo ele. Só que ao invés de tomar a direção de casa, ele partiu pro lado oposto. A gente não entendia, mas era impossível falar alguma coisa e a gente não podia perder o filho dos outros naquela confusão. Então seguimos.

No intervalo entre uma música e outra conseguimos perguntar: “Pra onde você está indo?” Resposta curta e pouco explicativa: “Para a praia”. Não deu pra perguntar mais nada porque começou a tocar A LUA ME TRAIU.

Enquanto seguíamos, sabe-se lá porquê, em direção à praia, eu pensava, sabe-se lá porquê, se haveria agravante no homicídio se a vítima fosse menor.

Chegamos na murada que eu pensei ser o destino final, mas o garoto queria ir pra areia. Acho que os acordes iniciais de Joelma afetaram alguma coisa na cachola dele. A gente disse que era impossível, porque a escada estava toda tomada de gente, e resolvemos voltar. Mas voltar pra onde? Como a gente ia pra Afonso Celso, a razão mandava seguir a Oceânica nos afastando do local do show. Só que quando a gente olhou, tinha gente se estendendo pela avenida e a gente teria que enfrentar uma grande multidão pra conseguir chegar na primeira transversal. Voltamos por onde viemos, passando em frente ao mercado e dobrando na primeira esquina. Com muita dificuldade saímos de lá.

De volta ao apartamento, o carro com os coadjuvantes tinha acabado de chegar. Vou chamá-los só de coadjuvantes, já que as ações deles serão quase sempre em grupo e evita repetições dos nomes. Subimos, esperamos a contagem regressiva, brindamos, nos cumprimentamos e vimos a queima de fogos xôxa em relação à do ano passado.

Nosso próximo compromisso era na casa de Leiane, no Rio Vermelho. Os coadjuvantes seguiram no mesmo carro confortável e com ar que vieram, deixando 7 pessoas para se apertarem num Palio sem ar condicionado.


Noite Feliz! (parte dois)

A disposição foi a seguinte: Alberto ao volante, Daniel, cujo corpo de bailarino espanhol vocês podem conferir no orkut, sentado na frente. Beto, na condição de única criança, amassado como pôde no colo de Daniel. Eu, D. Maria Amélia e André atrás. Denize, que não é nenhuma criança, no colo de André. Levamos 1 hora para andarmos pela Afonso Celso. Para quem não conhece, o trecho é de 3 quadras mais ou menos. O tempo foi mais que suficiente para que um quase esmagado André trocasse de posição, sentando ele no colo de Denize. Apesar de não ter o peso deles no orkut, acreditem a situação não estava confortável. Sem contar que em alguns momentos tivemos que fechar os vidros por causa do povo lá fora. Eu já mencionei que o carro está sem ar-condicionado?

A situação se tornava intolerável. Qualquer coisa que qualquer um fazia era motivo de irritação para os demais. O alvo principal eram Beto e Daniel. Primeiro porque são criança e adolescente e, naturalmente, fazem coisas que irritam os adultos mas eles acham engraçado. Segundo porque a irmã e tia deles estava no carro e dava bronca toda hora. Claro que, se pudéssemos, estaríamos reclamando um com o outro também, mesmo sem haver motivo algum. E se continuássemos a passos de tartaruga por mais tempo, nem sei o que aconteceria. Mas eis que, apenas duas horas depois, nessa situação, saíamos do congestionamento e seguimos pro Rio Vermelho.

Eu não poderia esquecer que, em meio ao inferno, a irmã de Alberto liga pra dizer que estava no nosso prédio, sem a chave de casa. Ou seja, foi só o tempo de deixar o povo no Rio Vermelho, comer algo rapidamente e seguir pra casa.

Feliz Ano-Novo!

Aí, eu encerrei a conta do UOl e desde então estamos nós aqui. Eu e você, meu querido blog. Cheios de lembranças, cheios de bons e maus momentos. Até o dia que nos desencontramos. Mas está na hora de voltarmos a nos entender, não? Sinto sua falta e acho que podemos acertar nossas diferenças.

sábado, 9 de dezembro de 2006

ALTA ESTAÇÃO

Quando Claudinho se tornou colaborador da novela ALTA ESTAÇÃO da Record, nós, seus amigos, tratamos logo de dar palpite para que a novela fosse um grande sucesso. Naquela época o nome da novela seria E AÍ? (Beto até hoje chama de É ISSO AÍ ! e não entende porque a música de abertura não é com Ana Carolina).

Pois eu escrevi num blog as nossas idéias sobre a novela. Claudinho educadamente ignorou o texto. Ou porque não gostou ou porque não conseguiu convencer a cúpula da Record a adotá-las. A novela foi ao ar sem nossas sugestões. Pior pra Record. A novela tá bem, mas poderia estar bem melhor. Ainda há chance de adaptar a trama e incluir o núcleo que idealizamos. Uma das atrizes, Lucinha Lins, já está na Record, só precisariam de outros 3 atores e uma mexidinha na abertura da novela.

Leiam abaixo o que escrevi na época e, para ajudar, já refiz a abertura:

Meu amigo Claudinho é co-autor ou colaborador (certamente virá um comentário explicando, inclusive, a diferença entre ambos) da próxima novela da Record. Eu, Déa e Beto, pedimos pela comunidade da novela no orkut a inclusão de Lucinha Lins no elenco.

Exagerando ainda mais, eu pedi uma cena em que ela cantasse "É de Chocolate". Se a Record não vai aproveitar a idéia de uma novela musical, problema dela, Floribella ta aí no maior sucesso.

Não contente em submeter nosso amigo a todos esses vexames, Beto pediu um papel na novela. E vejam vocês que o fato de não ser, nem nunca ter trabalhado como, ator é o menor dos problemas. Beto, que é afro-descendente, daqueles que entraria por cota sem qualquer discussão, do tipo que se gritar "Racismo" faz qualquer gerente de loja se mijar, que tem mais cravo e canela que Gabriela, além da pimenta-de-cheiro, quer fazer o papel do filho de Lucinha Lins. E quer que o tema dela seja Miúcha cantando: "Cabocla, teu penacho é verde..."

Até aqui, um monte de piada interna, e nosso amigo deve ter rido e solenemente ignorado, como manda o bom senso. Mas agora vem mais.

Diogo Lopes embarcou na nossa viagem, apesar de nenhum alucinógeno ter sido usado e/ou compartilhado, e pediu que quando eu encontrasse Claudinho dissesse que ele também quer um papel. A princípio queria ser o outro filho bastardo de Lucinha. Pra quem não conhece, Diogo também usa protetor FPS15 apenas porque é politicamente correto. Depois de várias discussões, ele concordou em ser amante da loira/loura e, conseqüentemente, pai de Beto.

Já Márcia Andrade , que também estava presente (você nunca encontra um ator de teatro sozinho, eu pelo menos nunca vi. Autor, sim, mas ator, nunca, vem sempre no mínimo 2 no cacho), pediu o papel de secretária de Lucinha Lins e já começou a ensaiar o texto:
- Sim, D. Lucinha!
- Pois não, D. Lucinha!
- Desculpe, mas D. Lucinha não pode atender.

Ela acredita que o melhor nome pra personagem de Lucinha Lins é Lucinha.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Vivendo e aprendendo... a se surpreender.

Quando a gente pensa que já viu "de um tudo" nessa vida, a gente topa com uma parceria musical das mais improváveis.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Aonde a avacalhação vai o boicote vai atrás.

Tem gente que gosta de se cercar de gente burra pra poder parecer mais inteligente. Eu sempre gostei que meus amigos fossem mais inteligentes porque assim eu aprendo com eles e me torno menos burro.

Meu amigo Benício colocou um excelente comentário no post "O Blog do Dono e o Dono do Blog", mas que estupidamente eu dei o título de "Quem não gosta de blog..." (tem que ler o comentário dele pra entender). Pois não contente com isso, Benício me passou uma mensagem pedindo minha opinião sobre um assunto que, eu sei e ele sabe que eu sei, ele quer que eu comente aqui.

Pois é sobre um boicote a um filme. O e-mail que ele recebeu é o seguinte:
Serei curto, grosso e direto:

Estou aqui para iniciar uma campanha em massa, e conto com vocês, para
BOICOTAR integralmente o filme americano TURISTAS, que estréia lá em 1º de
Dezembro e aqui em Fevereiro, distribuido pela Paris Filmes.

Para quem não sabe, o filme conta a história de 6 jovens americanos que
vêm ao Brasil de férias. Chegando aqui tomam uma caipirinha com 'boa noite
cinderela', são assaltados, sequestrados, torturados e por fim têm os órgãos
roubados
por traficantes da industria negra dos transplantes. Alguns morrem e mesmo

os
que sobrevivem não têm um final feliz. O filme é classificado como TERROR,
comparado ao filme 'O Albergue', e a EMBRATUR já está tão preocupada com a
péssima repercussão do filme lá fora que, temendo uma queda brusca na
receita do país vinda do turismo internacional, já está preparando campanhas
intensas para serem veiculadas lá fora e tentar minimizar os estragos.

Façamos então a nossa parte. Vamos fazer deste absurdo, pelo menos aqui no
Brasil, um fracasso total de bilheteria.

NÃO ASSISTAM, NÃO DÊEM $$$(pagano-me) A UMA PRODUÇÃO QUE SÓ VISA DENEGRIR
NOSSA
IMAGEM.

Só pra se ter uma idéia, o trailer começa com a frase:
'Num país onde vale tudo, tudo pode acontecer!!!'

Passem essa mensagem para o maior número de pessoas, pois eu considero que
seja nossa obrigação não passar nem na porta dos cinemas que estejam
exibindo esse filme.
Como não tinha lido nada ainda sobre isso, meu primeiro passo quando recebo esses tipos de e-mails é sempre verificar se realmente tem fundamento o que está dito ali. No caso, ver se existe tal filme e do que se trata.

O filme existe, está no IMDB, em vários outros sites e quem tiver curiosidade pode ver o trailer aqui. O nome é em português, mesmo: TURISTAS. Sabendo que o fato existe, passo a comentar a campanha.

Bom, acho louvável a proposta de um boicote. Brasileiro não costuma boicotar nada, aceita passivamente os maus serviços prestados pelas empresas, os desmandos do governo e acho que essa é uma forma de protesto válida. Mas sinceramente não vejo porque despender tempo e energia em protestar por uma coisa dessas.

O argumento é de que a produção "só visa denegrir nossa imagem" e até a EMBRATUR se preocupa com a "péssima repercussão do filme lá fora". Nem vou entrar no mérito do verbo usado, pois na melhor acepção do Houaiss denigrir = tornar(-se) negro ou escuro; obscurecer(-se). Mas passemos ao que foi dito propriamente.

Pra começo de conversa, a produção visa ser um sucesso de bilheteria e arrecadar muito dinheiro. O resto é paranóia de achar que alguém fez algo pra diminuir a imagem do Brasil.

Em segundo lugar, o conceito de "lá fora", num mundo em que vivemos, com internet, onde acompanhei a queda da segunda torre do World Trade Center quase em tempo real, é coisa passada. Na verdade, eu me preocupo bem mais em como as coisas repercutem "aqui dentro", dentro da minha cabeça, bem entendido.

E o que diminuiria a imagem do Brasil? Turistas sendo assaltados? Seqüestros?? Eu não sei se as pessoas tem uma clara noção disso, mas o filme é uma obra de ficção. As pessoas que vão ao cinema sabem que aquilo não é real. Fico feliz que nossas mazelas estejam sendo expostas "lá fora" em um filme e não num documentário.

  • Seguindo esse conceito de proteger certas suscebilidades, Sir Conan Doyle e Dame Agatha Christie, jamais poderiam escrever histórias que mostrassem que existiam assassinos na Inglaterra.
  • Nunca soube que alguém cancelou as férias na Turquia após assistir a'O Expresso da Meia-Noite.
  • Em Washington passei pela escadaria do filme O Exorcista e não senti um arrepio sequer. Nem me consta que o local seja alvo de vigílias e rezas por parte de religiosos.
  • Ninguém deixou de subir no Empire State Building com medo de topar com um macaco gigante.
  • Isso sem falar no grande sucesso Cidade de Deus!
Talvez o que realmente incomoda, é que o filme de terror foi baseado em fatos que podem, sim, acontecer no Brasil. Pelo menos a parte do "boa noite cinderela", o roubo, o seqüestro. O resto é "um sonho de cenário".


Obrigado, Benício, por me fazer escrever esse post! Espero retomar a esse amor.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

TIO DA SUKITA

Não sei quem lembra desse comercial, mas é hilário. Na época eu fiz uma brincadeira por causa d euma cantada que levei. Eu estava no lugar da menina. Hoje estou no papel do tio.

Quem não gosta de blog...

Depois que descobri que tenho coisas que não posso postar, menos de 2 meses depois de decidir postar o que quisesse, sinto uma verdadeira apatia com relação aos blogs. Meu e alheios.

Blogs que antes eu procurava avidamente, agora eu passo rápido pelas postagens, em leitura quase dinâmica e nem me preocupo mais em comentar. Coisas que aconteciam comigo e eu adorava compartilhar, agora sinto que estou repetitivo, como se já houvesse falado sobre aquilo antes aqui, ou no messenger com alguém.

Sei que a culpa é inteiramente minha. Ao esconder um fato e quase surtar publicando coisas sem sentido (como se o resto do que eu escrevo aqui fizesse algum) tornei meu blog falso diante dos meus olhos e, de quebra, fiquei pensando se os outros também não seriam.

Agora, mesmo que um blog conte tudo, em detalhes e com fotos, eu penso que se houver algo de que ele se envergonhe ou que não queira que a gente saiba, ele não vai contar. Não confio mais nos blogs porque acho que os blogs não confiam em mim. Acho também que meu blog não merece a confiança de quem lê, então me desanimo em escrever.

Vamos ver se isso passa e eu volto a ter o prazer de postar e ler postagens. Enquanto isso, eu e os blogs estamos "dando um tempo", com conversas curtas só pra manter o contato. Nesse tempo é permitido flertar com outros como Google Talk, orkut, MSN, Gmail... mas acho que ainda vamos voltar a nos entender como antes.

Talvez esse post seja um começo.

sábado, 2 de dezembro de 2006

Ah! Tá

Da série, me formei em jornalismo mas não fui lá um aluno muito brilhante.

Brinquedos devem ser principal presente do Natal

Os brinquedos serão o principal presente de Natal na cidade de São Paulo, segundo a Folha Online.



E aí vc se interroga: qual será o principal ritmo musical no carnaval do ano que vem? E o principal doce na próxima Páscoa? E no dia dos pais, vão presentear mais com meias ou com safáris na África?

Que PI é essa?

Salvador sempre teve um público cativo de teatro que lota salas. Pelo menos, se estivermos falando de peças com atores globais. Não importa...