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Cê vai de mal a pior... - 1ª parte

Eu não sei quanto tempo levou para o primeiro Homo erectus perceber que aquele fogo que o aquecia, afastava as feras e tornava os alimentos mais saborosos poderia ser usado na barba e cabelo do outro que o desagradava de alguma maneira, mas a verdade é que a humanidade sempre pega uma boa ideia e utiliza como ferramenta de poder, de se colocar em superioridade, de afastar o outro.

Algumas excelentes ações, surgidas nas últimas décadas para promover inclusão, estão sendo usadas no sentido extremamente oposto.

Vou falar de algumas delas aqui, em mais de uma postagem, a fim de evitar todos os protestos de uma vez só.
O politicamente correto surgiu como uma mudança de postura da sociedade em relação aos termos usados em relação a determinados grupos de pessoas que, apesar de não terem surgido com objetivo de ofender, foram adquirindo um sentido diferente do original e passaram, em muitos casos, a serem cruéis. "Aleijado" passou a ser sinônimo de deformado, incapaz, inútil. "Mo…

Lá vou eu de novo...

E eis que lanço um novo capítulo em minha história com a NET.
Vou contar aqui a atual e depois, reproduzir as histórias antigas.

23/06/2018


Fui fazer a portabilidade do meu plano OI para a Claro. Aí descobri que a TV e a internet eram da NET. Isso já me deu um frio na espinha. Mas arrisquei. Após escolher o plano, combo de celular, TV, internet e mais duas linhas de celular. Agendei a instalação para o dia 16/06. Durante a semana recebi vários SMS dizendo que a instalação estava confirmada para o dia 15/06. Liguei pra lá, porque dia 15 eu não podia, por isso pedi dia 16. Eles reagendaram. Recebi a ligação confirmando que era dia 18. Novamente neguei. Aí disseram que dia 16 não tinha horário, que poderia ser dia 23. Até questionei que era véspera de São João e no Nordeste muita gente inventa desculpa e põe atestado falso nesse dia para não trabalhar. Mas eles disseram que iriam funcionar. Durante a semana, vários SMS pedindo para eu confirmar com "S". Fiz isso em todas as vezes. Ont…

Teu passado é tão forte, pode até machucar

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Em 2017, se falou muito sobre pedofilia.
Infelizmente, não foi uma discussão sobre como tratar os pedófilos evitando que cometam crimes de abuso contra crianças.
Também não estavam preocupados com as meninas abusadas sexualmente por pais, parentes ou por redes organizadas de exploração de prostituição comandadas por políticos no Amazonas.
Tampouco se interessaram pelos meninos entregues aos padres pelas suas próprias famílias e que são abusados por uma figura de autoridade que eles sequer podem denunciar em casa.
Infelizmente, o assunto não girou sobre a indústria que gira em torno da produção e comércio de imagens pornográficas envolvendo crianças.
Não, a gritaria geral foi contra quadros. Quadros que foram acusados de pedofilia porque: a) se vistos por crianças poderiam gerar nelas uma sexualidade precoce e b) retratavam crianças e se vistos por pedófilos gerariam neles um desejo sexual.
Eu também resolvi falar sobre pedofilia. Não sobre o crime de estupro de vulnerável ou sobre o…

Então não vamos mais brigar

No episódio de hoje, aprendemos que se você for branco, de olhos claros e "Global", vai ter um monte de gente disposta a entender os "porquês" que o levaram a cometer desatinos.

Diariamente, nas TVs, são exibidas pessoas acusadas de crimes e delitos. Essas imagens são feitas dentro das delegacias, mesmo sem a certeza de que a pessoa tenha realmente feito aquilo de que a acusam. Mas ainda assim, está lá, sem a solidariedade das pessoas da internet, sem a busca de entender os problemas que levaram aquela pessoa a praticar aquele ato, se é que praticaram.

Mas quando o ator da Globo foi exposto em um vídeo, logo choveram argumentos na internet em sua defesa. Em minha timeline, alguns que eu vi:

1 - "Eu o conheço e ele é gentil". Esse argumento é dito sobre várias pessoas que cometem delito, sem que, no entanto, as demais pessoas se comovam ou relevem o que a pessoa fez. Pepita Rodrigues, por exemplo, dizia sempre isso do filho, apesar das imagens em que ele a…

O vento que venta aqui

A ex de Marcelo Freixo o acusou de machismo.Entre o feminismo e a esquerda, como ficam as feministas?
Caladas. Ruidosa e significativamente caladas.As acusações da mulher de Freixo não possuem qualquer consistência. Ela diz que foi " caluniada, supostamente, por ele e seus companheiros de partido, o clã dos esquerdo-machos".Notaram as aspas? O "supostamente" está no texto atribuído a ela (o original já foi apagado).Mas por muito menos que isso, sem qualquer análise, sem qualquer crítica, mulheres reproduzem acusações feitas por outras mulheres e rotulam os homens acusados de roubarem filhos, violentarem, assediarem, etc.Não que essas coisas não ocorram, é muito, mas a falsa denúncia também ocorre. E ninguém está disposto a ouvir o outro lado, esperar defesa, apuração. Mas agora, como é um defensor dos Direitos Humanos, defensor de mulheres, negros e homossexuais que inclusive respeita seus preciosos lugares de fala, não se vê comentário (a não ser dos imbecis de di…

Bate o sino, pequenino

Justiça determina que sino de igreja badale mais baixo. Eu sou do tipo que se incomoda com o barulho alheio, mas reconheço que tudo tem limites. Aqui em frente a minha casa tem uma instituição religiosa. Nos domingos de manhã, eles fazem cantorias e tem algazarra de crianças. Mesmo com as normas gerais de horários e limites para emissão de ruídos, sempre vai haver uma zona impossível de controlar. Quem mora ao lado de um local que dá aula de natação, por exemplo, vai limitar o som das braçadas na água? E quem mora ao lado do aeroporto ou do porto? Tem como evitar o barulho das máquinas?A instituição religiosa já existia quando eu decidi morar aqui e acho que esse pode ser um critério para decidir como resolver nessas áreas em que as leis existentes não dão conta.
Se eu comprei um apartamento ao lado daquele estabelecimento, mais barato do que um imóvel em uma loteamento/bairro sem comércio por perto, a opção foi minha. O sino de uma igreja tem uma função: avisar aos fiéis que a missa…

A carne mais barata do mercado...

Acabei de ler um texto raso, dizendo que escravidão não é apenas de brancos contra negros e que muitos povos na história foram escravizados em guerras.
Ninguém discute isso. Mas há particularidades na escravidão de pessoas da África pelos europeus que só um racista incontido deseja negar.
Em primeiro lugar, não havia nenhuma guerra entre os países europeus e países africanos. Portugal não estava invadindo o continente africano. Apenas comprando pessoas de lá.
Esse modelo de escravização de pessoas de países subjugados em guerra já estava em declínio na Europa. Em casos de guerras, anexava-se o local ao domínio do vencedor e as pessoas passavam a servir ao rei como os demais já serviam.
Nos outros modelos de escravização, os escravos tinham certos direitos. Eram pessoas escravizadas. Com menos direitos por serem de outros povos ou inimigos, mas pessoas. Os africanos foram tratados como coisas ou animais, de forma sem precedente. Só comparado, não à toa, ao tratamento que os nazistas…