Pesquisar este blog

sexta-feira, 5 de maio de 2017

O vento que venta aqui

A ex de Marcelo Freixo o acusou de machismo.

Entre o feminismo e a esquerda, como ficam as feministas?
Caladas. Ruidosa e significativamente caladas.

As acusações da mulher de Freixo não possuem qualquer consistência. Ela diz que foi " caluniada, supostamente, por ele e seus companheiros de partido, o clã dos esquerdo-machos".

Notaram as aspas? O "supostamente" está no texto atribuído a ela (o original já foi apagado).

Mas por muito menos que isso, sem qualquer análise, sem qualquer crítica, mulheres reproduzem acusações feitas por outras mulheres e rotulam os homens acusados de roubarem filhos, violentarem, assediarem, etc.

Não que essas coisas não ocorram, é muito, mas a falsa denúncia também ocorre. E ninguém está disposto a ouvir o outro lado, esperar defesa, apuração.

Mas agora, como é um defensor dos Direitos Humanos, defensor de mulheres, negros e homossexuais que inclusive respeita seus preciosos lugares de fala, não se vê comentário (a não ser dos imbecis de direita de costume) sobre o caso. Nem para defender, já que isso implicaria em admitir que é possível que, quem sabe, talvez, (ó heresia), exista uma mulher no mundo que acuse um homem injustamente por motivos sentimentais.

sábado, 12 de novembro de 2016

Bate o sino, pequenino

Justiça determina que sino de igreja badale mais baixo.

Eu sou do tipo que se incomoda com o barulho alheio, mas reconheço que tudo tem limites.

Aqui em frente a minha casa tem uma instituição religiosa. Nos domingos de manhã, eles fazem cantorias e tem algazarra de crianças.

Mesmo com as normas gerais de horários e limites para emissão de ruídos, sempre vai haver uma zona impossível de controlar.

Quem mora ao lado de um local que dá aula de natação, por exemplo, vai limitar o som das braçadas na água?

E quem mora ao lado do aeroporto ou do porto? Tem como evitar o barulho das máquinas?

A instituição religiosa já existia quando eu decidi morar aqui e acho que esse pode ser um critério para decidir como resolver nessas áreas em que as leis existentes não dão conta.
Se eu comprei um apartamento ao lado daquele estabelecimento, mais barato do que um imóvel em uma loteamento/bairro sem comércio por perto, a opção foi minha.

O sino de uma igreja tem uma função: avisar aos fiéis que a missa vai começar.
Se o sino tocar baixinho, ele não tem razão para tocar. Pode-se limitar a quantidade de vezes que se toca o sino durante o dia. Pode-se determinar que horário inicia e que horário não se toca mais. Pode-se até proibir que o sino toque pra sempre. Mas determinar que o sino toque baixo é de uma estupidez e inutilidade sem tamanho.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

A carne mais barata do mercado...

Acabei de ler um texto raso, dizendo que escravidão não é apenas de brancos contra negros e que muitos povos na história foram escravizados em guerras.

Ninguém discute isso. Mas há particularidades na escravidão de pessoas da África pelos europeus que só um racista incontido deseja negar.

Em primeiro lugar, não havia nenhuma guerra entre os países europeus e países africanos. Portugal não estava invadindo o continente africano. Apenas comprando pessoas de lá.

Esse modelo de escravização de pessoas de países subjugados em guerra já estava em declínio na Europa. Em casos de guerras, anexava-se o local ao domínio do vencedor e as pessoas passavam a servir ao rei como os demais já serviam.

Nos outros modelos de escravização, os escravos tinham certos direitos. Eram pessoas escravizadas. Com menos direitos por serem de outros povos ou inimigos, mas pessoas. Os africanos foram tratados como coisas ou animais, de forma sem precedente. Só comparado, não à toa, ao tratamento que os nazistas davam aos judeus. Vê-se nesse comportamento uma ideia de supremacia de uma raça sobre a outra.

Em outros modelos de escravização, os opressores tentam imprimir sua religião aos vencidos. Na escravidão contra os povos da África, houve um período em que a religião chegou a dizer que eles não possuíam alma.

Independente de ter existido outras formas de escravidão, a verdade é que, não sendo por questões étnicas, ao fim desse período a tendência é que não se tenha na sociedade nenhuma diferença de tratamento entre os descendentes naquela população. No caso de um escravismo por etnia, os descendentes daquela etnia continuam sendo discriminados.

Essa semana vi um vídeo em que uma mulher pergunta a uma plateia de brancos: “Quantos aqui gostariam de ser tratados como a nossa sociedade trata os negros?”

Quando um branco responder afirmativamente a essa pergunta, ele pode entrar na discussão sobre os rumos que os movimentos em defesa dos direitos do negro devem tomar.

domingo, 31 de julho de 2016

Tudo nosso

Vendo queixas de motoristas e de usuários de Uber me faz pensar que as coisas aqui não prosperam por causa da maldita Lei de Gerson.

O brasileiro insiste em levar vantagem em tudo.

Os passageiros reclamam que os motoristas do Uber não conhecem os caminhos e que por serem poucos, demoram pra atender.

Sim, o preço para um serviço de nível, sem aborrecimento com corridas curtas e por um custo menor é indicar o caminho, verificar se o GPS está indicando o melhor caminho e se programar para viagens, pedindo a corrida com antecedência.

Os motoristas reclamam que a tarifa é baixa e que por vezes as corridas são curtas.

Sim, o preço a se pagar por fazer transporte sem pagar R$ 100.000,00 em um alvará (se achar um) ou R$ 700,00 semanais para o dono de um, além das taxas da prefeitura, é ter uma margem de lucro menor e fazer mais corridas.

Passageiros querem um serviço de motorista particular, pagando pouco. Motoristas querem ficar rico, fazendo bico no Uber, rodando quando der.

Passageiros, estão insatisfeitos? Peguem táxi.

Motoristas, estão insatisfeitos? Vão trabalhar em outra coisa.

domingo, 17 de julho de 2016

Mãe, ó Mãe Natureza

Resolvemos colocar um bebedouro para passarinhos na nossa varanda.
Imaginamos que seria agradável ouvir e ver os passarinhos vindo beber água e cantando em nossa casa.





Ocorre que, à noite, os morcegos resolveram vir também beber água. Eu não tenho nada contra a espécie de ninguém e não negaria água a um animal, ainda mais da mesma classe que eu, porém os morcegos têm um péssimo senso de direção e, após beber água, não conseguem sair da varanda e acabam entrando aqui em casa. E não estou falando de um ou dois morceguinhos, mas de grupos desses seres encantadores que ficam voando pela sala, cozinha e enlouquecendo Zumbi que tenta pegá-los. E detalhe, Zumbi é um excelente caçador e sua lista de conquistas inclui lagartixas, passarinhos, mico, sapo, galinhas e morcego. Sim, ele já matou ao menos um animal de cada espécie citada.






Por isso, para evitar uma chacina morceguífera aqui em casa, nós resolvemos retirar o bebedouro à noite, evitando que os morcegos venham beber água e fiquem presos aqui dentro.



E agora, o que acontece de manhã quando os passarinhos chegam, ainda estamos dormindo e não tem água? 
Esses seres adoráveis começam a reclamar e fazer barulho e bater nas coisas que tem na varanda. Isso mesmo, esses pequenos ditadores nos fizeram de escravos e temos que acordar cedo para colocar a água senão eles reclamam de forma assustadora e tenho até medo de que o condomínio nos dê uma multa.


Sem contar que não raro tem umas tretas entre passarinhos, geralmente, envolvendo algum beija-flor.





A natureza é assim, essa ingrata. A gente faz tudo pro ela e ela nos retribui dessa forma.

sábado, 21 de maio de 2016

Temos nosso próprio tempo

Acabo de ver X-men: Apocalipse.

Não me incomoda que os filmes não sigam fielmente os quadrinhos. É uma outra linguagem, uma outra interpretação da história.

Mas eu imagino uma reunião na Fox para decidir o lançamento do filme...

- Então, revisaram tudo que está sendo feito no filme? E vê se, dessa vez,  vocês não erram os poderes.

- Como assim?

- A galera reclamou daquele lance de Kitty Pride fazer as pessoas voltarem no tempo. Dessa vez vocês checaram os poderes de todo mundo?

- Bom... Tem a Psylocke.

- Que tem ela?

- A gente já gravou as cenas dela, mas ouvimos dizer agora que ela é telepata.

- Psylocke é a ruiva?

- Não. A asiática.

- Tem uma asiática?

- Tem, mas ela é inglesa. É a de maiô roxo.

- Não. Essa de maiô roxo é a que gera uns raios que vira espada. Tenho certeza que a telepata é a ruiva.  Mais alguma coisa?

- Pessoal tá reclamando do Ciclope. Na verdade dos raios dele.

-Por quê? Esse eu sei o poder. Raio laser que sai dos olhos. Esse está desde o começo e a gente checou. Vai dizer que o raio não sai dos olhos?

- Dos olhos sai, mas tão falando que não é raio laser. Dizem que é um tal de raio de concussão.

- Confusão?

- Concusão.

- E o que é isso?

- Sei lá.

- Então deixa. O raio é vermelho?

- É.

- Então está certo. Vê se em algum momento tem alguém falando o nome do raio. Se estiver, edita a cena e pronto. Não fala o nome.

- Mas é que parece que esse raio de concusão não queima as coisas. Só destrói, derruba, mas não queima.

- Como não queima? Se até chamam de visão de calor! 

- Na verdade, quem tem visão de calor é o Superman.

- Que pariu, viu? E tem cena desse raio queimando coisas?

- Tem. Na maioria, a gente pode dizer que foi algo que foi destruído pelo raio que incendiou. Um cano de gás,  um fio etc. Mas tem a cena da árvore. Não tem como o raio de concussão incendiar uma árvore.

- A cena da árvore fica. Foi uma fortuna de CGI.  Vai ficar. Fora isso, mais alguma reclamação dos poderes?

- Galera achou o poder do Mercúrio meio exagerado. Disse que está mais rápido que o Flash.

- Quem faz o papel do Flash?

- O Flash não é desse filme.

- Então, não tem como eles saberem quem é o mais rápido. Se não está no filme, eles não vão correr junto. Mais alguma coisa?

- De poder, não.

- Ótimo.

- Mas o pessoal falou que estamos derrapando na cronologia.

- É. Já ouvi isso também. Na verdade, alguém sabe que diabo é isso de cronologia que eles tanto falam?

- Parece que só o pessoal dos quadrinhos entende disso.  Perguntei pra um monte de gente e ninguém sabe.

- Aí tá foda.

- Mas a gente não pode errar dessa vez nisso, pois tem uns três filme que reclamam dessa tal cronologia.

- Eu sei. Ainda ficam dizendo "porque o Universo Cinematográfico da Marvel segue a cronologia, mas os X-men..."

- Por isso que a gente teve a idéia de chamar alguém de quadrinhos para nos ajudar a entender e estabelecer esse lance de cronologia.

- Tá maluco? O pessoal da Marvel quer mais é que a gente se ferre, pra eles levarem a franquia de volta. Eu vou lá confiar neles?

- Aí é que está chefe. Não trouxemos ninguém da Marvel, não. Chamamos para nós ajudar com a cronologia um cara lá da DC.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Vou bater na sua porta de noite, completamente nua

Ontem eu me diverti bastante ao descobrir que a esposa do novo Ministro do Turismo é a Milena dos Esportes, antiga candidata a vereadora de Salvador.

Lógico que a Internet deitou e rolou nos memes, piadas maliciosas e as coisas de sempre.

Hoje, no entanto, comecei a ouvir coisas como: vagabunda, falta de moral,  vergonha e "ele deveria ser demitido".

Pra começo de conversa,  o ministro do turismo, ao que eu saiba, nunca fez discursos contra a nudez, a favor da religião, etc. Então, o fato de sua mulher já ter posado nua, não o torna hipócrita, mentiroso.

Depois, até onde se sabe, ele já sabia das fotos da mulher antes de se casar com ela, e se ele não se importou, quem somos nós.

Terceiro,  as fotos que vi de Milena, por mais sexy que sejam, não é de nudez frontal. Está sempre com um biquíni minúsculo, como as filhas e esposas de muita gente que está falando mal dela usam na praia ou no clube.

O Brasil é um país que aplaude a nudez, especialmente a nudez feminina. Basta ver o louvor que se tece às rainhas das baterias, madrinhas e destaques das escolas de samba.

Não me consta que seja requisito para ser ministro que suas esposas sejam castas, pudicas, vestais... Até porque esse não é o perfil da maioria das mulheres brasileiras.

Então, o povo que não se escandaliza com a corrupção, com a roubalheira, com um presidente da Câmara que distorce as regras para ficar impune de uma acusação, agora fica de mimimi por causa da bunda da esposa do ministro.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Me veio inspiração

Pronto. Agora os movimentos de esquerda estão dizendo que não pode chamar a advogada louca de desequilibrada porque é tão machismo quanto chamar Dilma de desequilibrada.

Não. Não é. Não há qualquer machismo em se chamar uma mulher de desequilibrada. O machismo consiste em considerar uma atitude desequilibrada quando ela é tomada por uma mulher e uma reação normal quando é praticada por um homem.

Dilma tem aparecido em público com toda a normalidade diante dos últimos acontecimentos. Ainda que seja lá o normal de Dilma, com seus discursos que sei lá quem entende. Aliás, até melhorou nesse ponto. Collor, na época do seu impeachment, aparecia com verdadeira cara de psicopata, com os olhos esbugalhados que ia matar um. E ninguém questionava sua sanidade.

A advogada do impeachment se comportou de uma forma que muitos pastores evangélicos se comportam e, igualmente, são motivos de escárnio e taxados de insanos.

O mesmo comportamento praticado por homem ou mulher, tem o mesmo conceito da sociedade, então não é machismo ou sexismo. Pode até ser um preconceito, especialmente com quem sofre de transtornos mentais, mas machismo não é.

E não me venham as mulheres me dizerem que eu não posso falar o que é machismo ou não só porque sou homem.

Eu não sou defunto e sei o que é homicídio. O machismo não pode ser considerado só do ponto de vista da suscetibilidade de quem se sente ofendido. Da mesma forma que não pode ser desconsiderado apenas pela não intenção de quem o comete.

Para que as relações possam existir entre as pessoas é preciso termos parâmetros gerais sobre o aceitável ou não, e não apenas a posição individual de cada um, senão fica impossível se relacionar.

O que se pode, aliás se deve, é evoluir esses conceitos. Por exemplo, estupro era apenas a penetração da mulher de maneira forçada. Com o tempo, ampliamos o conceito de que essa "força"  não precisava ser só física, mas a mulher coagida psicologicamente a ter essa relação contra sua vontade é estupro. Hoje já se avançou para o conceito de que qualquer contato violento de cunho sexual contra a vontade da pessoa é estupro. E com isso, não há dúvidas de que o beijo forçado no carnaval de enquadra nessa categoria.

O que não dá é dizer que o beijo "roubado"  também seja, porque a mulher "se sentiu estuprada". O beijo roubado pode ser desrespeitoso, por não ter o consentimento, mas sem a violência (susto não é violência) não caracteriza estupro.

domingo, 3 de abril de 2016

Do barro em que você foi gerada

Lembro de uma eleição para prefeitura da cidade de Camacã, cidade próspera e moderna do interior da Bahia.

De um lado,  o candidato da situação. Político de longa data e parente do governador Paulo Souto.

De outro,  "a esposa de Dr. Rubens", médico que teve sua candidatura bloqueada por uma aliança de seu partido com o PFL,  após o prazo para desfiliação.

O argumento de ambos os lados era que quem iria governar era o marido. Assim, os adeptos de Dr. Rubens, votariam na esposa, mas muitos indecisos questionavam isso e sucumbiam à propaganda do opositor, que estava em aparente vantagem. Vantagem tão grande, que uma empresária da cidade prometeu dar para um jegue se a mulher de Dr. Rubens ganhasse.

E eis que ACM, o Velho, resolveu ir num comício em Camacã , dada a importância dessa cidade para o cenário político-econômico do país. Já estava próximo das eleições e um discurso de visita tão ilustre era considerada a pá de cal na candidatura da mulher.

Em sua fala, ACM exortava: "Dr. Rubens, não exponha sua mulher desse jeito. Não se esconda atrás da sua mulher. O nome de minha mulher é Arlete,  mas eu é que venho aqui, enquanto ela fica lá no lugar dela, cuidando da cozinha, da casa, dos filhos".

O que se seguiu, só quem estava na cidade pode descrever com clareza.
Uma passeata de mulheres, batendo panelas, bradando contra o machismo e gritando: "o povo é que quer, votar na mulher".  E, de repente, a "esposa de Dr. Rubens" virou "Débora". Trouxe o voto das mulheres e de muitos maridos de mulheres fortes. Estes, não sei se reconhecendo ou submetidos à essa força.

Foi como se aquele discurso tivesse lembrado às pessoas o que realmente significava aquela proposta política. Revelava que tipo de gente era aquela. Ia além do não investir em educação para fazer festa, ou se roubava ou não dinheiro. Mostrava como aquelas pessoas eram em suas vidas privadas.

Débora ganhou a eleição para surpresa de muitos. A cidade comemorava como em uma catarse. Trouxeram até um jegue, de gravata, para a empresária que, para decepção de muitos, não cumpriu a promessa, mas ficou conhecida por muito tempo como "Paula do Jegue", apelido que tive que evitar depois que ela se casou com um colega de trabalho.

Hoje, vendo a capa da IstoÉ, lembrei de tudo isso.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Tem dias que a gente se sente

- Sem gelo, eu disse quando percebi que a moça os colocava gelo no copo antes de pegar o refrigerante na máquina.

- Êêê, pessoa de nome inaudível, mas que se tratava do caixa da lanchonete,  você esqueceu de colocar que era sem gelo.

- Ele não pediu sem gelo, não.

O "ele",  no caso,  era eu,  que estava perto dele e na hora só pensei: que dia extraordinariamente feliz para esse caixa.

Não sei se por ser uma sexta-feira, se por eu estar viajando ou se por efeito de medicamentos, eu resolvi não dar a ele a seguinte resposta, que elaborei rapidamente, até porque parte dela já foi usada pra outro atendente dessa mesma rede de fast-food:

- Pra começar, não me trate por "ele". Se há alguma dúvida sobre o pedido, você deveria perguntar pra mim: Sr. (opcional) Djaman (você perguntou meu nome e anotou nesse papel que está a sua frente), o seu refrigerante é com gelo ou não?

- Segundo, eu sempre peço refrigerante sem gelo. É tão automático que eu peço mesmo nas lanchonetes que eu sei que não servem gelo, como a Cupim Pão de Batata.

- Terceiro,  eu tenho certeza que pedi e reparei que você não prestava atenção porque enquanto eu falava você foi conversar com o cliente que reclamou que não veio dos quarteirões e você disse que ele que esqueceu de pedir.

- Quarto, ainda que eu não pedisse, eu estou comprando refrigerante. Não há qualquer aviso na tabela de preço ou no cardápio de que esse refrigerante virá com gelo, então deveria ser sua obrigação perguntar se é com gelo ou não se o cliente não fala nada.

- Quinto,  essa sua batata está horrível, prova da ineficiência dessa lanchonete, mas isso não é culpa sua, além disso eu não posso saber dessa informação agora, mas só daqui há alguns minutos, quando terei provado e deixado a batata lá, antes de digitar esse diálogo.