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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Meu herói, meu bandido

http://www.conjur.com.br/2011-jul-22/mudanca-paradigma-responsabilidade-industria-cigarro

Por causa de uma série de TV estava analisando essa questão de pessoas que processam a indústria do cigarro pelos males que ele causa. Ninguém repara como é contraditório que uma sociedade que avança para pedir legalização de drogas, dizendo que cada um é responsável por seus atos e que o Estado não deve intervir, quando se sente prejudicada pelo produto que ela mesma optou em consumir vai pedir ao Estado que condene o fornecedor do produto?
Onde está a maturidade das pessoas, o poder de decisão individual, sua livre escolha, tão propalados nas questões das drogas, quando se trata do prejuízo causado pelo cigarro?
Lógico que essa reflexão não é para contra-argumentar o debate sobre legalização da maconha (e das drogas em geral), uma vez que, necessariamente, as pessoas que processam a indústria do cigarro não são as mesmas que pedem a descriminação de drogas. Mas é para pensarmos se a sociedade r…

Pelo direito de escolha

Dona Jacira foi matricular seu filho. Ela foi  bem cedo, de madrugada mesmo, pois queria pegar uma vaga na escola do bairro. Mas algumas pessoas tinham chegado no dia anterior. Ela só conseguiu vaga em um bairro distante e agora se preocupa com as despesas de transportes, que vão pesar no orçamento, e com a segurança do filho. 
Seu Raimundo está sentindo umas dores no abdômen. Após várias tentativas, foi finalmente atendido no posto de saúde. O médico pediu vários exames. Seu Raimundo queria fazer todos, mas pelo SUS só vai conseguir fazer uns dois e, mesmo assim, não antes de 60 dias. Enquanto isso, seu Raimundo toma chá de boldo. 
Sabe qual é o grande problema desse país? Que você não pode beber sua Skol nesse carnaval. Proteste!

Enquanto você se esforça pra ser...

No extinto programa Viva O Gordo, Francisco Milani interpretava um sujeito que fazia os pedidos mais estranhos e inusitados e, quando as pessoas se espantavam, ele se irritava e perguntava: "Estão me olhando por quê? EU SOU NORMAL"
A graça estava nessa incoerência de querer colocar e ser atendido em sua singularidade e, ao mesmo tempo, não querer que os outros não expressem sua estranheza diante de tão particular modo de ser.
Hoje, tenho quase certeza, de que esse quadro não iria ao ar. Porque aquele comportamento que era motivo de piada há alguns anos, hoje passou a ser a regra aceitável e imposta, sem que sua incoerência, a meu ver, tenha sido abolida.
Essa semana, orientava os funcionários sobre o novo sistema de senha para atendimento ao público. Dizia eu, quando fui interrompido por uma colega:
- Vocês selecionam uma das opções: Protocolo preferencial, protocolo normal, informação preferencial ou informação normal.
- Não dá pra mudar esse nome, não?
Não entendi e pergu…