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Ninguém me explicou na escola, ninguém vai me responder

Não sou torcedor do Bahia e nem de nenhum time de futebol, por isso não sou contra nem a favor da saída de Marcelinho Guimarães do clube.  Queria apenas comentar aqui o argumento usado por ele. Ele disse que não renunciaria porque sua eleição foi legítima, dentro da regularidade.  Esse argumento é muito semelhante ao usado por Marco Feliciano para não sair da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, qual seja, a de que assumiu o cargo de forma legal e legítima.  Num país em que a maioria da população não consegue interpretar perguntas para preencher formulários, os argumentos podem ser suficientes, e quem os usa sabe bem disso.  Na verdade, mais do que aceitar, não são poucas as pessoas que usam esse mesmo tipo de raciocínio, que não tem qualquer relação com o tema, para justificar suas respostas e convicções.  Vejamos: se Marcelinho e Marco tivessem sido eleitos de forma ilegal ou fraudulenta, ninguém precisaria pedir suas renúncias,...

Vamos Sorrir e Cantar

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Que Sílvio Santos usou sua experiência como camelô para construir os empreendimentos que tem hoje, ninguém duvida. Seu jeito de agir e administrar, para o bem e para o mal, vem dessa vivência das ruas. Mas o homem do baú ainda surpreende depois de anos. Aproveitei a licença médica e resolvi refazer um LP que eu tinha nos anos 80: O Melhor do Oscar - Volume 2. Foi produzido pelo SBT e possuía várias músicas indicadas (não necessariamente ganhadoras, eu acho) ao Oscar. Aproveitei e decidi procurar as faixas da série toda. Consegui verificar que eram 5 ao todo. Deu trabalho localizar capas onde eu pudesse confirmar a seleção de cada LP, pois às vezes algumas pessoas na internet simplesmente mencionam que tinha o disco e fazem a seleção de memória. Além disso, nos discos não trazia o nome de quem cantava e tive que pesquisar no IMDB a trilha dos filmes para ver qual versão eu deveria pegar. Mas o que mais me intrigou foi que dessa série lançada pelo SBT, nos anos 80, eu só achava disp...

Aqui tudo pirou

O juiz que anulou adoções fraudulentas na Bahia foi afastado. O juiz que condena poderosos em Santa Catarina é afastado e obrigado a fazer um exame psiquiátrico. O pior é que as acusações são criadas, divulgadas e as pessoas passam a crer no que está sendo dito, apesar de não haver provas, evidências, nada. E mesmo que daqui a meses esses juízes sejam inocentados dessas acusações, nada vai apagar a desconfiança da mente das pessoas que já ouviram a história. É assim que o sistema age contra quem se mete a expor suas mazelas. Por experiência própria, sei dos riscos e represálias que sofrem quem resolve afastar uma erva daninha dessas do serviço público. Pessoas com pose de pobras, moralistas e legalistas levantaram uma campanha contra mim, de forma espalhafatosa, veemente e com um rigor tão grande, após eu ter denunciado um crime. O crime? A muito custo, e ao que parece a contra-gosto, foi investigado. Mas sem alarde. Foi comprovado, mas não divulgado. Punição? Não houve. Minha...

Ora, caxirola

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Não, esse post não vai falar do embuste inventado pelo "cacique" do Candeal que inventou aquilo que já existe. Na verdade, vou comentar sobre esse gênio do fazer pronto, porque um amigo ficou chocado ao perceber que uma música que ele atribuía ao músico, já existia. Vamos no passo a passo. Primeiro o site da Timbalada, onde Carlinhos Brown declara suas composições no CD: Agora, a tal música Ashansu: Agora a música do Tincoãs, em um LP gravado em 1973: Pois é. Fora o arranjo diferente, qual a contribuição de Brown que lhe dê direito a dizer que é sua a "composição", como ele alega ali no site? Olhei a capa do disco que tenho "El Milagro del Candeal" e não há créditos a mais ninugém que nãop seja Brown. Na época da gravação dos Tincoãs, Browen tinha 11 anos e em toda sua referência, só encontrei que sua carreira musical começou em 1979. Não que seja a primeira vez que os Tincoãs são regravados sem as devidas referências, alguém lembra dessa? ...

Sou Rebelde Porque O Mundo Quis Assim

Muito se fala a sobre reduzir ou não a maioridade penal no Brasil e, para mim, parece estar havendo uma confusão de termos que influencia os argumentos. Tudo que vou discorrer aqui não pretende ser um tratado de direito, sociologia ou psicologia, do que entendo pouco, mas a minha observação sobre esses conceitos. Aceito correções dos especialistas nessas áreas no que diz respeito a conceitos errados. De resto, são opinões, podem discordar à vontade. Primeiro é preciso saber exatamente qual a finalidade em punir uma pessoa. Tem defensores, de ambos os lados, que parecem adotar o lado vingativo da pena como justificativa. "Esse mostro matou", dizem uns, "esse jovem foi levado a isso", dizem outros. Parece que a pena tem um caráter vingativo, sim, mas tem também outras funções como: corrigir o infrator, coibir que outras pessoas queiram fazer a mesma coisa, proteger a sociedade contra outros atos daquele infrator. Apenas analisando todas essas funções podemos ver ...

Quem te viu, quem TV?

Vejam só. Até pouco tempo, era preciso zapear muito nos canais abertos para se livrar de ver a banda Calypso (ou KY, como diz Tia Judith). Agora, estão implorando espaço na TV. Banda Calypso se oferece para apresentações na TV Joelma não ficou menos artista com suas declarações. Pelo menos, não menos do que o que era. E ela tem, independente de ser artista, direito às suas convicções. Mas ela sabe que suas declarações públicas têm um peso maior do que as declarações de um Djaman Barbosa. Mídia trabalha com imagem e com associação que fazem a essa imagem. Seria ilegal qualquer estúdio negar alugar para Joelma gravar. Seria ilegal uma casa de espetáculo negar pauta para Joelma. Isso seria discriminação. Como seria ilegal não me deixarem exercer um cargo por minhas convicções (se elas nada tivessem com o exercício do cargo). No caso da TV é diferente. A TV não está ali pra chamar todo mundo.Ela seleciona quem vai aos programas, baseando-se na audiência que essa pessoa possa da...

Não sabe brincar, não desce pro play

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Fui uma vez ao show de Rafinha Bastos, em São Paulo, influenciado por alguns trechos de seu stand up que eu tinha visto no Youtube. Achei as piadas preconceituosas ao extremo. E olha que eu não sou de melindres com estereótipos e caricaturas, quando acho que elas partem apenas do exagero, mas acho completamente descabidas quando fazem relações forçadas entre coisas desconexas (ex.: negro-ladrão; homossexual-promíscuo; mulher de saia curta-puta) e quando a "piada" se baseia apenas em que o público lembre dessa associação e ache engraçado. Depois falo mais sobre isso. Depois dessa decepção do show, vi Rafinha Bastos entrar no CQC, fazer uma piada que não caiu bem no gosto do público e sair de lá, entrar no SNL da Rede TV, sumir das vistas do público e sair de lá, entrar no "A Vida de Rafinha Bastos", na FOX, e sumir da minha vista. Em todas as polêmicas em que se meteu, eu sempre concordei que ele tinha o direito de falar as asneiras que fosse, achando que mereceu...