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Zeroseteum

"Eu tava 'queto' no meu canto, vieram me cutucar" dizia a música da montagem de Médico a Pulso, feita na Bahia há alguns anos, com direção de Celso Jr. ... e lá se vão mais de 13 anos...  Mas a música me veio à memória por conta do convite feito por Patrícia Brasil para escrever sobre a cena cultural soteropolitana no site Zeroseteum.  Não seria uma experiência inédita, apesar de eu não ter muita certeza se o que tenho a falar a esse respeito seria do interesse de alguém. No TRT Cultural, eu faço (ou fazia, a insconstância da publicação nunca me deixa saber se ainda existe ou não) entrevistas com o objetivo de divulgar os trabalhos, espetáculos, shows e cursos de artistas soteropolitanos. Mas não sou repórter, o espaço é pouco e as perguntas se resumem ao básico sobre o evento. Por essas entrevistas já passaram Os Mentirosos, Alice Ramos, Caio Muniz, Bubba de Campos, Will Carvalho, Vitório Emanuel, entre outros. No blog Sigo Adiante eu já fiz comentários sobre peças e...

Eu que não creio

http://m.oglobo.globo.com/sociedade/religiao/testemunhas-de-jeova-retiram-filho-com-tumor-cerebral-de-hospital-ingles-fogem-para-franca-13765629?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo Não concordo com a ideia de não receber nem fazer transfusão de sangue. Também não sou favorável de que as crenças religiosa dos pais conduzam as vidas dos filhos. Mas temos que parar de usar nosso preconceito contra os Testemunhas de Jeová e pensar nas coisas como elas são. Em primeiro lugar, queremos um estado invasivo assim no seio familiar? Eu sei, eu sei, vamos falar que é uma vida de uma criança, mas vejam que do pontos vista dos pais, eles não estão fazendo mal ao filho. Eles não estão agredindo, não estão batendo, não estão espancando, eles nem estão negando o socorro médico, tanto que a criança estava no hospital. Eles estão negando, um determinado tipo de tratamento que eles consideram que é pior do que ficar sem o tratamento. E o Estado é vai que dizer que ele não ...

Fui ali, não sei se volto!

Não sei se foi a notícia do fim do orkut, mas resolvi hoje tentar trazer o Sigo Adiante para o Facebook. Aparentemente, alguém já tem uma página por aqui com esse nome, então o endereço ficou www.facebook.com/sadiante. Como estou na rua, não consegui inserir uma foto legal, então mantive o já conhecido pagodeiro bêbado amado por Marcelo Marques. A ideia de trazer o blog pra cá não é nova, há algum tempo que tenho tido dificuldade em escrever no blog e no Facebook. No início, sempre pretendi limitar minhas portagens no Facebook a comentários mais rápidos sobre notícias ou coisas da TV, ou meros compartilhamentos, deixando as observações mais longas ou polêmicas para o blog. Não poucas vezes, alonguei-me nos textos do Facebook, arrependendo-me depois.  No tocante às polêmicas, percebi que, a depender da quantidade de exclamações do seu "bom dia", você pode ser acusado de ser machista, petista, direitista, chauvinista, feminista, cotista, flamenguista ou Chiquita Bacana Lá...

Nosso orgulho!

"Nós nunca tivemos problemas de andar a pé. Anda a pé, vai descalço vai de bicicleta, vai de jumento, vai de qualquer coisa. Acha que a gente está preocupado?" "'Ah, não, porque turista tem que ter metrô que leve até dentro do estádio'. Que babaquice é essa? Nós temos é que dar garantia para essa gente assistir ao jogo, comer nossa comida (...), é isso que temos que ter orgulho" Com essas palavras, Lula justificou há pouco tempo a falta de estrutura para a Copa, apesar dos gastos superarem o de qualquer Copa já realizada.  Sintetiza dizendo que não devemos nos enquadrar em padrões internacionais de qualidade. Afinal, somos brasileiros, temos nosso jeito de fazer as coisas, e os gringos que se acostumem com isso.  Babaquice se gringo tem padrões (ainda que alguns apenas teóricos) de qualidade nos serviços, exigência de acessibilidade aos locais, de contrapartida entre impostos pagos e serviços públicos.  Nós brasileiros, não somos assim.  Quando uma marca não...

Pelo sim, pelo não

Estava lendo a matéria sobre mulheres que resolveram não mais se depilar, em nome "da liberdade de escolha". Estão deixando os pelos, inclusive do rosto, crescerem à vontade.   Vou começar dizendo que liberdade de escolha por liberdade de escolha, eu posso deixar de tirar pelos, escovar dentes, cortar as unhas ou pentear os cabelos.  Ninguém nega que essas mulheres têm o direito de fazê-lo, mas é preciso que entendam exatamente o que estão indo contra.  Não se trata de mera convenção, opressão do machismo ou capricho do editor da Cosmopolitan.  Pelos acumulam humidade, o que causa mau cheiro. Não que isso não possa ser evitado apenas tomando mais cuidados do que se tomaria se não tivessem os pelos, mas o que quero ressaltar é que as pessoas já possuem essa associação pelos X falta de higiene na cabeça. É como quando pensamos em comer animais a que não estamos acostumados, nos vem a sensação de repulsa, porque sempre pensamos naquele animal em seu habitat natural e nã...

Razão dos nossos dias

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 (Os vídeos complementam o texto e devem ser assistidos no momento em que aparecem) Hoje é o dia dela! A que padece no paraíso com o avental sujo de ovo! A mãe. Também conhecida como “a sua” A responsável por todos os nossos traumas, vergonhas, surras e por tudo que aprendemos sobre economia. E vamos falar de algumas mães famosas da história, começando pela primeira delas.  Toda vez que você reclamar que sua mãe bagunçou os seus papéis, desprogramou sua TV a cabo, desconectou seu wi-fi ou mexeu em algo que não devia durante aquele tempo ocioso em que ela fica dentro de casa, lembre-se que os filhos de Eva devem ter se emputado muito mais, quando ela foi mexer naquela merda de maçã. Eles saíram do condomínio de luxo e foram morar na favela por causa disso. Mas a pobre Eva pagou caro pelos seus pecados e, como boa mãe, carregou sua culpa e seu fardo. Imagine essa coitada tendo que conter os hormônios daqueles adolescentes quando eles começaram...

A própria razão desconhece

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Ontem a noite estava fria. Clima propício para o jantar de Natal. Chegamos na casa de Andréa e a árvore estava montada com os presentes.   A decoração estava impecável, demonstrando que a anfitriã gastou boa parte do dia colocando os enfeites natalinos.   Na mesa, amendoins, casquinha de siri e salada de batata, como manda a tradição.     Na ceia, claro, não poderia faltar a típica paella de Natal.     E qual sobremesa não pode faltar numa ceia de Natal? Isso mesmo. Se você disse suspiro de chocolate, acertou.  Em meio às músicas, abrimos os presentes. Adorei os meus.     Pra finalizar, um show de cuíca, como os cristãos antigos tocavam no Pólo Norte para celebrar o nascimento de Cristo. Se você acha esquisito celebrar o Natal em maio, é porque não conhece o verdadeiro espírito do Natal. Pra nós, ontem, foi uma noite feliz.