Postagens

Nós vamos estar salvando sua vida...

Algumas postagens mais engraçadas desse blog, são os relatos de minhas aflições com os atendimentos de telemarketing. As pessoas costumam dizer que eu levo tudo a ferro e fogo, que deveria relaxar mais, deixar as coisas passar. Por conta do grande número de gente zen, que releva os revezes da vida, os absurdos vão aumentando. Aumentaram tanto que Sergipe resolveu passar o atendimento do 190, o número de atendimento de emergência, para o atendimento ineficaz, estúpido e irritante do telemarketing. A medida foi anunciada com pompa , com a criação de sei lá quantos empregos no Estado e omissão de quanto dinheiro rolou para dispensar os policiais que antes faziam esse serviço para contratar empresas privadas. O diálogo a seguir, apesar de ser tão absurdo quanto aqueles que eu travei com as atendentes da OI, SKY, TAM, Submarino, NET e Saraiva, não tem nada de engraçado, por se tratar de um serviço de emergência. A ligação partiu de um depósito de bebidas. Um comerciante aflito falava: Vítim...

Educação para o lar

- Mãe! No ônibus tem que falar baixinho? Antes que eu pudesse sequer pensar num "sim, claro, para não incomodar as outras pessoas", a mãe respondeu: - Não. Pode falar normal. - Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!! -gritou o provável futuro hóspede de instituição correicional, desencaminhado pela inconsequente que acha que maternidade é um paraíso idílico onde todos nós temos que sofrer por ela. Enquanto isso, do meu lado, uma mãe dá o mingau a uma criança cujas pernas avançam sobre mim. Porque eu tenho que ficar desconfortável pelos filhos alheios? Eu não sou pai, tio, padrinho ou sequer conhecido dessa criança. Não vejo o menor gesto humanitário em ficar espremido pra ele ter mais espaço. A mãe deveria ajeita-lo melhor ou, caso isso fosse impossível, comprar duas passagens para acomoda-lo satisfatoriamente. Contar com a paciência alheia é que não dá. A minha tá quase acabando. Pelo celular: Djaman Barbosa.

Sigo Adiante: Só quem viu entente.

Sigo Adiante: Só quem viu entente. Reciclando as postagens... essa é de 2007!

MÃE MENININHA

Vale sempre a pena ver de novo. Vídeo de Fevereiro de 2007

O cônsul reza pelo Haiti... só não pensa no Haiti!

Já que a Globo acha mais importante fazer campanha pra enfiar Ronaldinho Gaúcho na seleção, o jeito é a gente saber que o Brasil e o mundo estão em outras telas também. Diante da tragédia do Haiti, o cônsul de lá deu uma demonstração de racismo, intolerância religiosa e falta de humanidade. Além de dizer que a desgraça do Haite é bom pra eles aqui no Brasil, porque ficam conhecidos, disse que onde tem afrinado tá tudo fudido (estou usando linguagem diplomática, de cônsul) e que o terremoto deve ser resultado de os haitianos mexerem com macumba. Depois, as desculpas. A considerar pelas desculpas esfarrapadas, chego a conclusão de que o Haiti é aqui.

Pasmo

Acabo de descobrir que a menina que quer casar-se numa noite de luar ou numa manhã de um domingo à beira-mar não é Ana Carolina. Pelo celular: Djaman Barbosa.

Tradicionalmente

Diante de manifestação contrária à utilização dos jegues puxando carroça na Lavagem do Bonfim, pois há claros sinais de maus tratos aos animais, alguém logo protestou que isso fere a tradição. Não custa lembrar que a proibição de jogar bebês defeituosos do penhasco, apedrejar adúlteras e queimar na fogueira quem faz chazinho pra aliviar dor de estômago também significou quebra de tradição em alguma época. Mas não dá pra querer muito da sociedade onde a maior discussão sobre direitos humanos versa sobre ver um beijo gay na novela das oito. Querer que o brasileiro pense na dor que infringe a outros seres, que nem são da sua espécie, é um pouco demais. É o mesmo que pedir ao senhor de engenho pra entender a dor do negro, ou prum nazista se condoer com os judeus. Ah! E pra quem achar a comparação ofensiva, escravistas e Hitler também achava que suas vítimas eram compostas de matérias e almas inferiores às suas e, por isso, não havia nada demais em infligir-lhes dor. Pelo celular: Djaman Ba...