Educação para o lar

- Mãe! No ônibus tem que falar baixinho?
Antes que eu pudesse sequer pensar num "sim, claro, para não incomodar as outras pessoas", a mãe respondeu:
- Não. Pode falar normal.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!!!! -gritou o provável futuro hóspede de instituição correicional, desencaminhado pela inconsequente que acha que maternidade é um paraíso idílico onde todos nós temos que sofrer por ela.
Enquanto isso, do meu lado, uma mãe dá o mingau a uma criança cujas pernas avançam sobre mim.
Porque eu tenho que ficar desconfortável pelos filhos alheios? Eu não sou pai, tio, padrinho ou sequer conhecido dessa criança. Não vejo o menor gesto humanitário em ficar espremido pra ele ter mais espaço. A mãe deveria ajeita-lo melhor ou, caso isso fosse impossível, comprar duas passagens para acomoda-lo satisfatoriamente.
Contar com a paciência alheia é que não dá.
A minha tá quase acabando.


Pelo celular: Djaman Barbosa.

Comentários

  1. Uma menina na fila da Le Biscuit estava com um me futucando com um guarda-chuvas. A mãe vendo tudo e nem tchuns. Pedro tomou o guarda-chuva e bateu na cabeça dela. Simples assim...

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  2. Da criança, embora quem merecesse fosse a mãe.

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