Só vou gostar de quem gosta de mim.

Como não li o tal projeto aprovado pela câmara, proposto pelos evangélicos e levado por Marco Feliciano, em sua cruzada eleitoral, não posso falar dele. 

Mas gostaria de comentar o que está sendo dito na imprensa e comentado por aí é que o projeto permitiria as igrejas a recusar homossexuais e a celebrar casamentos de homossexuais. 

Se for isso (e o se me poupa de comentários do tipo: "mas não é só isso que tem no projeto"), repito, se for só isso, não entendo qual o problema do projeto. 

As igrejas são entidades privadas (com isenção de impostos, é verdade, mas já falarei sobre isso). Essas entidades privadas reúnem determinadas pessoas com um certo credo. Chama-se a isso liberdade religiosa. Algumas dessas religiões acreditam que homossexualidade é pecado. Burrice, ignorância, mas é o credo dessa gente. O que um homossexual quer fazer dentro dessa entidade privada? Ela não presta nenhum serviço público garantido por lei que está sendo negado ao homossexual naquele estabelecimento. 
Obviamente que as escolas mantidas por essas igrejas não podem negar o ingresso de alunos homossexuais. Isso porque a escola é um estabelecimento aberto ao público cujo objetivo é ensinar. 

A igreja presta auxílio espiritual às pessoas daquele credo. Obviamente, um homossexual não compartilha do credo daquela Igreja. A Igreja Católica não pode ser obrigada pelo Estado a ordenar mulheres sob a alegação de igualdade dos sexos. Essa mudança deve vir dos seus integrantes. Assim também ninguém é obrigado a celebrar o casamento religioso a quem não é do seu credo. O casamento civil é direito de todos, o religioso é uma opção de cada um dentro de suas crenças. Imagine obrigar um rabino a celebrar um casamento católico a não judeus? Impensável. 

Há igrejas cristãs que aceitam homossexuais e eles podem participar delas. E nem me falem em "guetos", porque o que é uma igreja senão um gueto de crendices similares?

Não quero igreja se metendo em minha vida. Não quero me meter na vida das igrejas e do que fazem lá dentro. 


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