De quem é aquela porra?

Mais de um mês se passou desde que a polícia revelou que havia sêmen na roupa de duas meninas supostamente estupradas em Ruy Barbosa.
Na época, constatou-se que o material pertencia a duas pessoas diferentes, o que se aproxima muito mais da versão deles (desde o início dois rapazes assumiram ter feito sexo com as garotas) do que da versão delas de que houve uma orgia, não consensual, envolvento 9 pessoas. Mas ninguém quer saber desses detalhes. Como ninguém liga pro fato de que o laudo diz que não houve penetração na garota que se disse desvirginada, nem há sinais de violência. O que importa é que o delegado concluiu que um trecho do laudo, que diz que isso "não afasta" a hipótese de estupro, significa que está provado o estupro.
E todos pegaram as tochas e foram vingar os séculos de machismo e de humilhação das vítimas de estupro.
Mas essa postagem não é sobre isso. Fato superado. Nos transformamos nessa sociedade pós-apocalíptica prenunciada na ficção, sem que nenhuma hecatombe nos acometesse. É conformar-se ou ir pra fogueira.
O que me espanta é que venceu o prazo para identificarem a quem pertencia o tal semêm nas roupas (sim, pois nem isso havia sido identificado) e nenhuma nota na imprensa.
As pessoas esqueceram o assunto. As meninas estão com a vida em suspenso, sob proteção policial. Os rapazes estão sem condenação, livres é verdade, mas como Caim, possuem uma marca sobre a testa.
O desenrolar é interessante para todos.
Se provada a culpa, que os rapazes sejam presos e as garotas possam voltar a viver em paz.
Se não provada a culpa, que seja esclarecido o que realmente houve.
O que não dá pra entender é que não se estabeleceu até hoje, ou ao menos não houve interesse em divulgar, de quem era o material genético na roupa.

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