Isso aqui, ô, ô.

Foi criado no Brasil um sistema de marcação de consultas médicas pela internet. (http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1106191-sites-lancam-servico-de-marcacao-de-consultas-medicas.shtml). O profissional cadastra seus horários disponíveis no site, e o paciente escolhe entre aqueles o que desejar.
Os conselhos já gritaram. Dizem haver concorrência desleal entre os profissionais que podem pagar o serviço e os que não podem.
Besteira. O que os conselhos querem é descobrir uma maneira de faturar com isso.
O quanto cada profissional investe no seu consultório sempre fez diferença. Se um médico ou dentista investe numa central de marcação com 5 telefonistas, atenderá mais clientes (e tem mais probabilidade de marcar mais consultas) do que aquele que contratou a cunhada pra ficar na única linha telefônica do consultório, que quase sempre estará ocupada. Que diferença faz se ao invés de uma central telefônica maior, o profissional investir num serviço de marcação via internet?
Até porque, algumas clínicas já tem seus próprios serviços desse e ninguém nunca reclamou.
Dizem também que essas empresas ficam como intermediárias entre a população e o profissional e só quem pode fazer isso são os planos de saúde.
Não sei como é na medicina, mas na odontologia, os planos são associados aos conselhos. Isso mesmo, eles são comparados aos dentistas. É por isso que os conselhos não tomam ações enérgicas contra os planos, porque eles são seus membros. Os planos pagam mensalidades aos conselhos. Por isso os conselhos se preocupam com as prerrogativas dos planos.
Se estivessem preocupados com a qualidade do serviço e com o atendimento à população, seria o caso de os planos, ou os conselhos, oferecerem esse serviço gratuitamente para todos os médicos que lhes fossem associados. Assim, a população teria o serviço e ninguém poderia falar em concorrência desleal.
O que não pode é impedir que profissionais invistam em serviços que atendam melhor o usuário.

Comentários

  1. Rosana Brasil12:46

    Concordo sem modificar nem uma vírgula. Ponto.

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