A internet invade a TV

E a imbecilidade coletiva, que tem na internet uma grande aliada, passou pelo filtro que se espera existir num telejornalismo e foi exposta no Bom Dia Brasil.
Ao comentar a lei que obriga os diplomas a flexionar o gênero nos títulos acadêmicos (bacharela, doutora, mestra), Chico Pinheiro, que apresenta o jornal com a informalidade e responsabilidade das loiras e morenas dos programas matutinos de fofoca e culinária, reproduziu a idiotice que já se repetiu nas redes sociais: "Agora, quando for um dentista homem, vai ter que chamar dentisto. Afinal, são direitos iguais".
Seguida a essa imbecilidade, falaram "estudanta", "jornalisto", e o tom não era de piada.
É óbvio, mas no atual estado de falta de bom senso em que vivemos, o óbvio precisa ser dito, que a lei que obriga a flexionar o gênero só será aplicada aos gêneros que flexionam. . Para as mentes pequenas, que reduzem o mundo a masculino e feminino, vale informar que os gêneros também são mais que apenas dois. Sugiro uma leitura do que seja sobrecomum, comum de dois e epiceno.
E, como se a estupidez não fosse suficiente, uma ignorância que para um jornalista (esse é comum de dois) não pode ser perdoada: a profissão é "cirurgião-dentista", podendo esse ser flexionado para "cirurgiã-dentista"sem problemas. Até o exemplo foi equivocado.

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