Salvemos nós dois.

A primeira vez que vi isso foi no Shopping em Feira de Santana.
Depois foi no Edd Burguer, na Pituba.
Hoje, no Itaigara, no Caminho de Casa, vejo pela terceira vez uma mãe trocando a fralda do filho em uma mesa de restaurante.
O cúmulo da falta de higiene e respeito. Nem os animais, pelo menos os que eu conheço, misturam fezes e alimentos no mesmo local.
Eu sei que uma das consequências do inevitável processo de idiotização da humanidade, o qual estamos tendo o privilégio de testemunhar, é a transformação de espaços públicos em extensão do espaço privado de cada um.
É o pé na poltrona do cinema, falar ao celular no elevador, armários nas garagens dos prédios, som alto dos carros e por aí vai. Mas quando se trata de mãe e seus rebentos, parece que estamos falando da genitália da mãe de Deus. É algo que não devemos sequer mencionar, quanto mais criticar.
É como se, pela grande proeza de trazer ao planeta mais pessoas para consumir os já escassos recursos, essas pessoas ganhassem o direito de obrigar as outras pessoas a suportarem a correria, os gritos e, agora, o cocô dos seus filhos.
Se o ambiente não possui um local adequado para trocar a fralda do bebê, e, pelo menos, no Shopping eu sei que tem, os pais devem ir a outro local.
Cabem a eles, e só a eles, o ônus pela paternidade e maternidade. Não há sentido em dividir com a sociedade, como se devêssemos ser gratos por esse "favor" que fizeram ao mundo.
Certa estava Rita Lee: tudo, inclusive o padrão mínimo de civilidade, está virando bosta.

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