Quem eu seria agora.

Fui assistir ao espetáculo Cabaret Stravaganza, no Espaço Satyro.
Não vou contar detalhes do que aconteceu, sob risco de estragar a surpresa de quem for futuramente ver o espetáculo, mas não posso deixar de comentar ao menos uma impressão que tive do espetáculo.
Em dado momento, foi perguntado a um espectador se ele pudesse escolher uma personagem, ali, naquele momento, para ser, quem ele escolheria.
A pergunta não me foi dirigida, mas confesso que pensei: Robson Catalunha! Qualquer um dos oito. Quem são esses oito, vocês terão que assistir ao espetáculo para conhecer, mas a questão é por que eu escolhi essa personagem pra ser.
Simplesmente porque, ao início da peça, Robson Catalunha, um deles não importa qual, me disse umas coisas que me fizeram pensar. E não importa se aquilo veio dele mesmo ou foi escrito por alguém, foi ele quem disse. Eu só conseguia pensar: como ele é jovem! Será que se eu tivesse a idade dele, pensaria assim, desse jeito?
Não adiantava lembrar como eu era aos 26 anos. Nessa época as inquietações eram outras. Eu queria saber como eu pensaria e sentiria essas questões se hoje eu tivesse 26 anos e naquele momento, a única personagem que eu conhecia que tinha 26 anos, em 2012, e que pensava sobre as amizades do mundo virtual, era Robson Catalunha. Um dos oito.

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