As coisas que não são ditas

Diante da morte de Flávia Anay de Lima, "namorada" de Rafael Silva, algumas coisas deixam de ser ditas, mas deveriam, para exata compreensão do que está acontecendo na sociedade.
Pra começo de conversa, o título de "namorada".Pessoas que já têm relacionamento há 3 anos e moram juntas há cerca de um ano, certamente não são apenas namorados. Mas a imprensa não pode se referir a uma garota de 16 anos como "mulher" do jogador.
Mas fica aqui a questão: esse relacionamento começou quando elea tinha 13 anos. E com 15 ela foi morar junto com ele, mudando para São Paulo. Pergunta-se: onde estavam os pais dessa criança?
Não se trata, agora, de culpar os pais que, imagino, devem estar se culpando, mas de refletir se é certo essa criação "moderna", "avançada", "descolada", onde pessoas sem qualquer preparo estão tomando decisões da vida adulta sem qualquer preparo.
Namoros infantis e juvenis se transformando em relacionamentos sérios em pouco tempo, com incentivo dos pais que não têm pulso ou são inconsequentes e deixam crianças tomarem decisões que só caberiam aos adultos.
Numa outra tragédia, da menina Eloá, então com 15 anos, foi mantida refém pelo namorado que tinha 23 anos! E já namoravam há 3, o que significa que, sob os olhos da família, uma garota de 12 anos namorava um rapaz de 20. Na minha cabeça, absurdo. Receita para infelicidade.
Ainda que não acabassem em tragédias, qual adulto sensato poderia dizer que esses relacionamentos poderiam resultar numa relação madura, estável e responsável?

Comentários

  1. Alguma coisa está fora da ordem..ou é minha cabeça, ou é esta sociedade de merda, onde os pais se omitem, com MEDO de serem pais. Não os culpo totalmente, mas em casos assim a gente pode refletir sobre.

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