Avisa lá que eu vou chegar mais tarde.

(Ou "Como funciona o delivery na Bahia")

Salvador é uma das piores cidades em matéria de serviços no país, e não poderia esperar nada de diferente no que diz respeito ao delivery. Mas irrita.
Pra começar, são poucas as ofertas de entrega. Uma busca na internet, traz poucos resultados. Pra piorar, tem a questão dos horários. Na Bahia, em geral, tudo fecha por volta das 23horas.
Pois bem, achando algo que entregue e à noite, a gente tem as opções de pizza, filé e comida chinesa.
Apesar de morar num bairro central, alguns serviços em Salvador só entregam, ao que tudo indica, se sua casa ficar perto da loja.
Pois bem, desistindo de pedir esfiha ou sanduíche, o jeito foi pedir entre as poucas opções. Liguei para o Casarrara (http://www.casarrara.com.br/) e pedi um bacalhau à Gomes de Sá, prato que se encontra no cardápio. O rapaz anotou o pedido, deu o preço e anotou os dados. Passada uma hora, liguei para saber da demora e descobri que não tinha o prato. Vejam só, ou o bacalhau terminou rapidamente ou eles são muito incompetentes pra não saber que determinado prato não está saindo. Aliás, pratos em falta parece ser uma constante nos restaurantes de Salvador e a falta dessa informação aos garçons e atendentes, também. Em São Paulo, no Restaurante Súbito, ao me entregar o cardápio, a garçonete disse: "Hoje estamos em falta do...", nem me lembro qual era o prato, pois ao ser informado de sua falta, eu nem pensei mais nele e escolhi entre os outros. Aqui, em determinados lugares, a gente tem que perguntar o que é que tem. E nos deliverys não é diferente.
Mas mesmo quando se escolhe dentre as poucas opções, e dentre o que está disponível no momento, é uma dureza aguardar a entrega. Mesmo que seja à noite, em finais de semana, nada chega em menos de 1 hora.
 Umas das poucas alternativas para qualquer hora é a Sandwich Hall, atende de meia-noite a meia-noite, todos os dias. O preço de entrega é um pouco alto, mas como as refeições são baratas fica na média de outras entregas.
Bom, como disse um amigo, eu "vou morrer na Bahia, reclamando da Bahia". Mas com a recente mobilização da população contra o aumento de combustíveis, talvez, quem sabe, esteja surgindo um novo tipo de consumidor nessa terra.

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