Natal

Tentamos ter um jantar de Natal, mas não foi fácil. Ontem, em meio às notícias de falecimento de Orestes Quércia e Maestro Zezinho, soubemos que tia Aninha tinha falecido.
Tia Aninha foi a primeira esposa de meu tio José e, apesar do pouco contato, na minha cabeça ocupava o posto de tia a tal ponto que nunca chamei a segunda esposa de tia, apesar desse segundo casamento ter sido mais duradouro e eu ter muito mais proximidade com Mirinha, a segunda esposa. Talvez porque, na minha cabeça de criança, ela tinha que continuar sendo minha tia já que era mãe das minhas primas.
Na minha infância lembro que Tia Aninha me chamava de "Saman". Não consigo lembrar outra pessoa da família que me chamasse assim.
Como ela já estava doente, a sensação de que "descansou" paira em nossas mentes. Para a mulher animada e alegre que era, que tinha o apelido de "Bagaceira", ficar em cima de uma cama com sonda já era uma morte em vida.
Descanse Aninha, sabendo que sua passagem aqui deixou algumas marcas.

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