We are family

Há muito tempo aprendi que família não tem nada a ver com laços sanguíneos.
Tenho um pai e duas irmãs que não vejo há anos. Tenho uma segunda mãe e uma irmã que a vida me deu, membros de uma família que foi vizinha da nossa. Estranhamente não tenho a mesma relação de "parentesco" com os outros membros dessa família, apesar do afeto entre nós. Coisas do coração ou do espírito.
Não que não reconheça, com prazer, certas obrigações familiares. Problemas com meus tios, primos, sobrinhos, serão meus também. Mas não me sinto obrigado a ajudar ninguém que faca escolhas erradas na vida, sem ouvir conselhos e queira insistir nos erros, só porque é parente.
Fora esses laços, tenho amigos a quem estou ligado por toda a vida.
Apesar de meu amigo mais antigo que ainda mantenho contato ser Max (ele odiaria saber que eu revelei que nos conhecemos há mais de 25 anos), a vida nos reservou a alegria de encontros ocasionais.
Não é o que acontece com Andrea, presente em minha vida há 22 anos. Telefones, ICQ, emails sempre encurtaram as distâncias que a vida nos impõem. Ela em Boston, eu em Camacan, e aqui estamos.
Quando eu soube que ela iria fazer uma cirurgia, não hesitei em comprar uma passagem pra vir pra Fortaleza. Tudo bem, não "comprei" exatamente, troquei pontos do programa de milharem, mas aqui estou.
Um vidente me disse que eu já fui traído por algumas pessoas que de diziam amigas e que por isso elejo poucos nessa categoria, mas que esses são sinceros. Não quer dizer que nunca nos magoamos, nos desentendemos, nos fizemos chorar. Mas ainda assim, tenho a certeza que eles são minha rede de segurança, e por eles eu salto de olhos fechados os precipícios dessa vida.

Pelo celular: Djaman Barbosa.

Comentários

  1. boa sorte - para Andrea - na cirurgia! bjs,

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  2. Pronto! Se eu tivesse tomado pontos nos olhos, teria estourado todos eles agora...

    Obrigada irmão. Aliás, obrigado, amigo, afinal, amigos são aqueles irmãos que escolhemos.

    Te amo.

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