Tem muita gente de agora se adiantando

Partindo de Itapipoca, o Expresso 2222 chegou à Brasília, mas logo descobrirá que nunca se chega no Cristo concreto na oligarquia de que tanto nos ufanamos.
 
O candidato é um artista popular? Nada popular é bem vindo nesse meio:


Falam que o artista é ignorante. Ora, a ignorância dele se compara a isso?






Dizem que o candidato é um deboche. Ora, então esquecemos a deputada que comemorou debochadamente a celebração da impunidade?


Acusam o candidato de apresentar documentos falsos e de mentir. Ora, qual a diferença entre ele e o então presidente da Câmara de Deputados, João Paulo Cunha, do partido em que seus fanáticos seguidores até hoje se ufanam de ser o bastião da virtude, que mentiu dizendo que sua mulher foi ao banco pagar uma conta de TV a cabo e saiu com um cheque de R$ 50.000,00.
Onde, a não ser na cabeça de uma classe média hipócrita e elitista, o palhaço analfabeto traria maior desgraça para esse país do que os anões do orçamento, os envolvidos nas máfias de ambulância, mensalões, mensalinhos e outros esquemas tais?



Não ficamos tiririca quando o deputado pagou passagens com dinheiro público para comer a apresentadora/modelo/namorada de famosos. Mas ofende a democracia a candidatura de Tiririca.
Enquanto todos debatem o milhão de trezentos mil votos do deputado federal, o que dizer dos oito milhões de votos para fichas-sujas?

Cabeças pensantes no país todo bradam contra o absurdo de os votos para o palhaço terem ajudado a levar mais 3 deputados, como se ele tivesse criado essa lei. Vomitam sua ignorância e espanto em não saber que isso acontece em todas as eleições, no conveniente sistema proporcional.

Desculpem, perfeitos idiotas latino-americanos, mas Tirica é sintoma e não a causa da falência política desse país.

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