Puro teatro

Duas horas de teatro parece tempo demais para o público aguentar. Quando fiz Hades - Canção para Giussepe, ou como nós carinhosamente apelidamos "Nada será como Hades", a estréia teve 3 longas horas e, acreditem, não só o público foi torturado por aquela história chata e pela direção falha, nós atores, cujo despreparo aumentava a agonia da platéia, também sofremos com aquilo.
Pois ontem cheguei no campus de Ondina às 18:00 horas para assistir a Cacilda!!! e saí depois de 1:00 da manhã. E digo, não foi nenhum sacrifício.
Tá, é José Celso Martinez Correia. Tá, tem a expectativa de uma cena chocante, o q aguça a curiosidade de muitos. Tá, é cult dizer que se esteve num espetáculo desses. Mas a linguagem não é fácil, a arquibancada não é confortável e se não fosse a boa interpretação, uma história bem contada e uma direção fabulosa, poucos enfrentariam a lama que se formou em volta da tenda armada, a espera de mais de hora na fila e a jornada de seis horas de espetáculo.
Mas muitos não só ficaram como ainda participaram do banho de chocolate, completamente despidos, junto com os atores.
A cena, por sinal, foi acrescentada especialmente para a Bahia.
Decididamente, nada monótono ou cansativo.



Pelo celular: Djaman Barbosa.

Comentários

Postar um comentário

Os comentários são moderados, mas não são censurados. Caso seu comentário não vá ser exibido, uma explicação será dada.

Postagens mais visitadas deste blog

Então não vamos mais brigar

Respeito póstumo

O vento que venta aqui