Família, família

Um dos motivos a que eu atribuo o fato de os serviços em Sao Paulo serem muito melhores que na Bahia é o fato de existirem muitas empresas familiares.
Não é raro lá ver pai, mãe e filhos trabalhando no estabelecimento.
Não só o empenho dessas pessoas é maior, como aumenta o número de fiscais dos outros trabalhadores. Afinal, o garçon é futuro dono daquilo.
Na Bahia, o mais comum é o pai querer que o filho estude para não trabalhar naquilo que ele trabalha. Raramente algum pensa em fazer administração e assumir o negocio da família e quando o fazem é por falta de opção, e como não trabalharam nele antes, não possuem qualquer experiência.
Aí fica tudo entregue a assalariados, que recebem o dinheiro quer o cliente esteja satisfeito, quer não. E para cada cliente que demonstra sua insatisfação não retornando a um estabelecimento, existem dez que já se acostumaram com o mau atendimento baiano. Então o estabelecimento não fecha, ainda que não prospere. Mas isso é coisa que só atinge ao dono, que muitas vezes entregou tudo a um gerente.
A clientela fiel e habitual, que só se consegue com bons serviços, significa menos riscos de calotes, cheques sem fundo ou brigas e confusões. Mas, novamente, isso só interessa a donos e não a empregados.
Aqui em Feira encontrei um estabelecimento com o aspecto familiar nos padrões paulistas. E é gritante a diferença no serviço.
Enquanto escrevia o ultimo parágrafo desse texto, perguntei a um dos filhos do dono o que ele estudava. A resposta não me surpreendeu: ADIMINISTRAÇÃO.

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