Ato médico

A pressão dos médicos consegui aprovar a lei do "ato médico" que proíbe profissionais como fisioterapeutas, acupunturista, nutricionista entre outros a realizarem diagnóstico e prescreverem medicação. Restringem tais atos aos médicos. Isso significaria que esses profissionais seriam capazes de, em seus 5 anos de medicina, se especializarem em todos os aspectos do corpo humano, inclusive sendo conhecedor do todas as técnicas de tratamento.
E olha que nem estou falando dos tratamentos não reconhecidos pela medicina, mas que estão nessa condição muito mais pela ignorância dos doutores em entender como eles atuam do que por sua falta de eficácia.
Há uma semana meu irmão sentiu dores de cabeça e enjôo. Foi a um médico que disse que sua pressão estava alta e pediu exames como mapa, raio x, eletro...
Ele começou então a maratona de marcar exames.
Durante a semana, ele sentiu dores muito forte e vomitou. Na sexta-feira foi pra emergência do Santa Isabel. Chegou às 11:00 h. Eu vim de Feira e cheguei por volta das 3:00 e o encontrei na mesma sala, com o resultado de uns exames.
Chamava a atenção dos médicos o aumento dos leucócitos (15.600) o que indicava alguma inflamacão, mas ele não tinha febre.
Como meu irmão não se alimentava desde de manhã, perguntei ao médico se ele podia comer. O médico fez uma cara de dúvida, mas eu disse que tinha comprado iogurte e biscoito. Ao perceber que eu não ia cobrar a comida do hospital, ele permitiu que eu desse a comida. Assim que ele tomou o copo de iogurte, chegou outra médica que disse haver uma suspeita de menigite e que deveria esperar o cara que fazia o exame. Disse que meu irmão deveria permanecer em jejum! Eu disse que o outro médico tinha autorizado comer. Ela disse que tudo bem.
Pera lá! Se é obrigatório jejum, como é que estará tudo bem no exame se ele comeu? E se não é obrigatório, porque deixar uma pessoa com fome há mais de 12 horas sem necessidade?
Seja como for esse tal exame só foi realizado após às 23:00.
Diante do resultado negativo de menigite, a médica deu alta, anotando a observação dos leucócitos.
Estranhei logo aquilo. O fato de não ser menigite não indicava que ele estava curado. Já que continuava com dor de cabeça que não baixava por nada. Prescreveram dipirona e dramin. E a pressão alta? E a leucocitose?
Como a dor não cessou durante todo o sábado, viemos pra emergência do Hospital da Bahia, de onde escrevo.
A enfermeira que atendeu verificou que a pressão estava alta e olhou todos os exames. Aconselhou a procurar um cardiologista. Coisa que me pareceu sensata.
Enquanto esperamos o atendimento médico, resolvi olhar os exames. Tá lá os leucócitos a 15.600 sei lá o quê e notei que a glicemia estava em 151 mg/dl!
Sei que sou leigo, não quero saber mais do que os detentores do conhecimento em saúde, mais esse valor me pareceu alto. Mas não só não mereceu qualquer comentário nessas mais de 15 horas de hospital, como ainda aplicaram soro glicosado depois que esse resultado já era do conhecimento dos médicos.
Na minha ignorância não entendo a relação entre leucócitos e glicemia altos e a pressão alta. Se tem, eles deveriam nos explicar para não ficarem dúvidas. Mas me parece que os médicos tendem a querer atacar aquilo que já sabem (pressão alta dá dor de cabeça) ignorando os fatores que não se encaixam na equação e que eles não entendem.
Medicina não é ciência exata. Profissionais que adotam postura holistica tem maior probabilidade de solucionar o problema. O conhecimento de profissionais que tratam de áreas específicas também não podem ser ignorados. Sei de um filho de uma colega que teve um tumor na cabeça descoberto numa consulta ao dentista.
Em resumo: os médicos não sabem tudo e não são só os médicos que sabem. Tratar desse assunto por interesses corporativistas é um risco à saúde de todos.
Devemos ler na internet sobre esse tal ato médico e votar nos sites contra esse absurdo.


Comentários

  1. Anônimo02:11

    E claro que os medicos nao sabem tudo. Somente nutrologos sabem mais que nutricionistas, psiquiatras mais que psicologos, foniatras mais que fonodiologos, fisiatras mais que fisioterapeutas

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