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Vou bater na sua porta de noite, completamente nua

Ontem eu me diverti bastante ao descobrir que a esposa do novo Ministro do Turismo é a Milena dos Esportes, antiga candidata a vereadora de Salvador. Lógico que a Internet deitou e rolou nos memes, piadas maliciosas e as coisas de sempre. Hoje, no entanto, comecei a ouvir coisas como: vagabunda, falta de moral,  vergonha e "ele deveria ser demitido". Pra começo de conversa,  o ministro do turismo, ao que eu saiba, nunca fez discursos contra a nudez, a favor da religião, etc. Então, o fato de sua mulher já ter posado nua, não o torna hipócrita, mentiroso. Depois, até onde se sabe, ele já sabia das fotos da mulher antes de se casar com ela, e se ele não se importou, quem somos nós. Terceiro,  as fotos que vi de Milena, por mais sexy que sejam, não é de nudez frontal. Está sempre com um biquíni minúsculo, como as filhas e esposas de muita gente que está falando mal dela usam na pra...

Me veio inspiração

Pronto. Agora os movimentos de esquerda estão dizendo que não pode chamar a advogada louca de desequilibrada porque é tão machismo quanto chamar Dilma de desequilibrada. Não. Não é. Não há qualquer machismo em se chamar uma mulher de desequilibrada. O machismo consiste em considerar uma atitude desequilibrada quando ela é tomada por uma mulher e uma reação normal quando é praticada por um homem. Dilma tem aparecido em público com toda a normalidade diante dos últimos acontecimentos. Ainda que seja lá o normal de Dilma, com seus discursos que sei lá quem entende. Aliás, até melhorou nesse ponto. Collor, na época do seu impeachment, aparecia com verdadeira cara de psicopata, com os olhos esbugalhados que ia matar um. E ninguém questionava sua sanidade. A advogada do impeachment se comportou de uma forma que muitos pastores evangélicos se comportam e, igualmente, são motivo...

Do barro em que você foi gerada

Lembro de uma eleição para prefeitura da cidade de Camacã, cidade próspera e moderna do interior da Bahia. De um lado,  o candidato da situação. Político de longa data e parente do governador Paulo Souto. De outro,  "a esposa de Dr. Rubens", médico que teve sua candidatura bloqueada por uma aliança de seu partido com o PFL,  após o prazo para desfiliação. O argumento de ambos os lados era que quem iria governar era o marido. Assim, os adeptos de Dr. Rubens, votariam na esposa, mas muitos indecisos questionavam isso e sucumbiam à propaganda do opositor, que estava em aparente vantagem. Vantagem tão grande, que uma empresária da cidade prometeu dar para um jegue se a mulher de Dr. Rubens ganhasse. E eis que ACM, o Velho, resolveu ir num comício em Camacã , dada a importância dessa cidade para o cenário político-econômico do país. Já estava próximo das ...

Tem dias que a gente se sente

- Sem gelo, eu disse quando percebi que a moça os colocava gelo no copo antes de pegar o refrigerante na máquina. - Êêê, pessoa de nome inaudível, mas que se tratava do caixa da lanchonete,  você esqueceu de colocar que era sem gelo. - Ele não pediu sem gelo, não. O "ele",  no caso,  era eu,  que estava perto dele e na hora só pensei: que dia extraordinariamente feliz para esse caixa. Não sei se por ser uma sexta-feira, se por eu estar viajando ou se por efeito de medicamentos, eu resolvi não dar a ele a seguinte resposta, que elaborei rapidamente, até porque parte dela já foi usada pra outro atendente dessa mesma rede de fast-food: - Pra começar, não me trate por "ele". Se há alguma dúvida sobre o pedido, você deveria perguntar pra mim: Sr. (opcional) Djaman (você perguntou meu nome e anotou nesse papel que está a sua frente), o seu refrigerante é com ...

Só é possível filosofar em Alemão

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As redes sociais fizeram mais pela educação brasileira do que as faculdades, doutorados e mestrados de que o governo tanto se orgulha de ter criado. De repente, somos uma pátria de pensadores. Nas mas diversas áreas. Mais do que pensadores, somos escritores. E não precisamos nem pesquisar sobre o que queremos opinar. Abaixo tem um vídeo muito interessante sobre isso. Não é o foco dessa postagem, mas vale a pena ler, antes de continuarmos. Aliás, se tiver que escolher entre o texto e o vídeo, recomendo este, pois é muito mais interessante. Mas, voltando ao que eu dizia. As pessoas não só adquiriram conhecimento para discutir com propriedade sobre tudo, como ainda aprenderam alguns estilos. O mais recente é a parábola, ainda que muitos compartilhem e elogiem chamando de "metáfora". Mas na verdade, se tratam de parábolas. A pessoa conta uma historinha, cujo desfecho coincide com o seu modo de pensar, levando os demais a compararem a situação da historia com a situação rea...

Tá doendo, é?

Li uma notícia de que o Bar Garota da Tijuca diz estar sofrendo retaliações. Ainda exige respeito . O bar agora quer peninha? Está comparando o que está sofrendo com a discriminação sofrida pelos negros? Não é bem assim. A postura do restaurante parece indicar que um de seus funcionários teve um momento de destino e que o estabelecimento paga por isso. Sejamos realistas. Para um sujeito se arvorar a, em pleno dia da Consciência Negra, oferecer bananas aos entregadores e dizer "vocês são da mesma raça ", ele acha que esse tipo de coisa é natural. Posso apostar que já fez esse tipo de coisa antes. Ele mesmo alegou ser "uma brincadeira ". Outros funcionários do restaurante defenderam o gerente dizendo que era muito brincalhão "e sempre fazia esse tipo de brincadeira". Em resumo, era uma pessoa que fazia brincadeiras discriminatórias, constantemente, e o fato era conhecido de todos. O resta...

No curral do mundo a penar

Atualmente a ordem mundial parece ser a de privar as pessoas de qualquer manifestação de individualidade.  Políticos e religiosos querem dizer com quem trepamos, para quem rezamos, o que lemos, assistimos, como educamos nossos (lá, deles) filhos. Nos tiram o direito de qualquer pensamento ou escolha política. Se você votar nesse candidato é porque você é fascista, se votar no outro, é ladrão. Agora, a moda é dizer com o que ou com quem as pessoas podem se solidarizar. Com qual drama você pode ou não se comover. Uma coisa é analisar porque determinado fato ganha mais a repercussão na mídia e, consequentemente, maior adesão popular do que outro. Acho isso válido. Mas entrar na subjetividade das pessoas para querer dizer para onde ela deve dirigir o seu choro, aí é demais. Eu posso ter milhares de razões, as quais não tenho nenhuma obrigação de expor, para sofrer mais pelo ocorrido em Paris do que pelo ocorrido em Mariana. Eu posso ter parentes ou amigos lá e não conhecer...