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Pelo sim, pelo não

Estava lendo a matéria sobre mulheres que resolveram não mais se depilar, em nome "da liberdade de escolha". Estão deixando os pelos, inclusive do rosto, crescerem à vontade.   Vou começar dizendo que liberdade de escolha por liberdade de escolha, eu posso deixar de tirar pelos, escovar dentes, cortar as unhas ou pentear os cabelos.  Ninguém nega que essas mulheres têm o direito de fazê-lo, mas é preciso que entendam exatamente o que estão indo contra.  Não se trata de mera convenção, opressão do machismo ou capricho do editor da Cosmopolitan.  Pelos acumulam humidade, o que causa mau cheiro. Não que isso não possa ser evitado apenas tomando mais cuidados do que se tomaria se não tivessem os pelos, mas o que quero ressaltar é que as pessoas já possuem essa associação pelos X falta de higiene na cabeça. É como quando pensamos em comer animais a que não estamos acostumados, nos vem a sensação de repulsa, porque sempre pensamos naquele animal em seu habitat natural e nã...

Razão dos nossos dias

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 (Os vídeos complementam o texto e devem ser assistidos no momento em que aparecem) Hoje é o dia dela! A que padece no paraíso com o avental sujo de ovo! A mãe. Também conhecida como “a sua” A responsável por todos os nossos traumas, vergonhas, surras e por tudo que aprendemos sobre economia. E vamos falar de algumas mães famosas da história, começando pela primeira delas.  Toda vez que você reclamar que sua mãe bagunçou os seus papéis, desprogramou sua TV a cabo, desconectou seu wi-fi ou mexeu em algo que não devia durante aquele tempo ocioso em que ela fica dentro de casa, lembre-se que os filhos de Eva devem ter se emputado muito mais, quando ela foi mexer naquela merda de maçã. Eles saíram do condomínio de luxo e foram morar na favela por causa disso. Mas a pobre Eva pagou caro pelos seus pecados e, como boa mãe, carregou sua culpa e seu fardo. Imagine essa coitada tendo que conter os hormônios daqueles adolescentes quando eles começaram...

A própria razão desconhece

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Ontem a noite estava fria. Clima propício para o jantar de Natal. Chegamos na casa de Andréa e a árvore estava montada com os presentes.   A decoração estava impecável, demonstrando que a anfitriã gastou boa parte do dia colocando os enfeites natalinos.   Na mesa, amendoins, casquinha de siri e salada de batata, como manda a tradição.     Na ceia, claro, não poderia faltar a típica paella de Natal.     E qual sobremesa não pode faltar numa ceia de Natal? Isso mesmo. Se você disse suspiro de chocolate, acertou.  Em meio às músicas, abrimos os presentes. Adorei os meus.     Pra finalizar, um show de cuíca, como os cristãos antigos tocavam no Pólo Norte para celebrar o nascimento de Cristo. Se você acha esquisito celebrar o Natal em maio, é porque não conhece o verdadeiro espírito do Natal. Pra nós, ontem, foi uma noite feliz. 

Feliz 1º de Maio

Segundo o texto da 'The Economist', a produtividade média do trabalhador brasileiro estacionou ou até caiu nos últimos 50 anos. A última edição da revista 'The Economist' traz uma reportagem crítica ao mercado de trabalho no Brasil e ao nível de produtividade dos trabalhadores. Com o título "Soneca de 50 anos", a publicação diz que os brasileiros "são gloriosamente improdutivos" e que "eles precisam sair de seu estado de estupor" para ajudar a acelerar a economia. A reportagem comenta que "a partir do momento em que você pisa no Brasil você começa a perder tempo" e sugere que, após um breve período de aumento da produtividade vista entre 1960 e 1970, a produção por trabalhador estacionou ou até mesmo caiu ao longo dos últimos 50 anos. Segundo o texto da 'The Economist', a produtividade média do trabalhador brasileiro estacionou ou até caiu nos últimos 50 anos. A publicação citou que a produção de cada trabalhador foi respo...

Sali porque sali

Antes de ler essa publicação, peço que vejam o vídeo abaixo inteiro. Só depois façam a leitura. http://youtu.be/YS_lgTOmnpc Pra quem não percebeu, eu sai do Facebook. Não sai porque alguém tenha pedido. Nem porque me ofendi com alguém. Também não foi porque não agüentava mais a mesmice do Facebook. A minha saída nada tem a ver com o detox de Facebook que o Fantástico sugeriu. Não hackearam minha conta, eu não vou me suicidar, nem estou fazendo chantagem emocional para ver se sentem a minha falta. Eu atualmente tenho muita coisa pra ler e para assistir e o Facebook é uma distração. Simplesmente não acessar o Facebook não seria a solução. Primeiro porque fica muito fácil dar um click no aplicativo para ler as novidades, e depois que as pessoas pensariam que eu apenas deixei de respondê-las. Por isso, suspendam as teorias conspiratórias e as especulações. Eu sai porque sai. Sigo andando por aqui. Em breve retorno lá, com a mesma freqüência de antes. Quem, puder, compartilhe no Facebook pa...

Veja bem

A recente pesquisa sobre o que os brasileiros pensam acerca do estupro pegou todo mundo de surpresa. N em tanto pelo fato de demonstrar que parte da população coloca nas mulheres a responsabilidade pelas ocorrências de estupro, mas pelos índices ali exibidos.  Todo mundo achou alarmante e, como toda pesquisa, esta é passível de contestação dos métodos, da abrangência, e de outras coisas que poderiam ter influenciado o resultado.  Mas só a Veja, e sempre a Veja, poderia produzir artigos justificando os entrevistados e dizendo que a "vitimização" da mulher nos casos de estupro é uma manobra eleitoral do PT.  A revista desacredita as duas perguntas da pesquisa, cujos resultados mais assustaram e dizem que elas foram mal formuladas.  Vocês podem ler o artigo que, aparentemente faz sentido (e até chegar à mesma conclusão de que tudo é mesmo uma conspiração petista) aqui:  http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/03/29/estupro-machismo-culpa-levante-a-pl...

Privilégios ou necessidade?

Normalmente, no Facebook, questiono os cristãos quando vejo crimes de homofobia. E os questiono, porque, na minha visão, os cristãos são os responsáveis por impedirem a lei que criminalizaria a homofobia. Pra justificar, devo dizer porque acho importante a tal lei. Na prática, o que se pretende é tornar mais graves as penas de injúria, quando a motivação dessa injúria for a sexualidade da pessoa, e de outros crimes (agressão, homicídio, etc). Como hoje já existe com a etnia. Se alguém chama alguém de "burro", isso é ofensivo e tem uma pena. Se alguém diz "burro assim, tinha que ser preto", certamente que é uma ofensa muito maior para essa pessoa e, por isso, essa injúria tem que ter uma pena maior. Alguém consegue hoje imaginar uma vereadora dizer, em alto e bom som, numa sessão da câmara: "tirem esse preto daqui?". Não, né. Isso porque a duras penas temos leis que punem o racismo. Não quer dizer que não temos vereadores racistas, mas eles sabem que e...