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Todo menino é um rei

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Eu nunca entrei em sites pro-monarquia, nem tive qualquer contato com grupos monarquistas.  Até onde sei, sou a única pessoa do meu círculo de amizades que não acha a monarquia anacrônica ou incompatível com a democracia.  Mas, sim, tenho certa simpatia com a causa, mas não a ponto de defendê-la como substituição da nossa República, como se isso fosse resolver os nossos problemas.  O problema brasileiro passa pela educação (e não somente, mas também, estou falando de escolas) do povo.  Mas acho bobagem essas críticas que fazem contra a monarquia, quando há várias monarquias cujas condições de vida da população são melhores do que a nossa em vários aspectos.  Mas enfim. Hoje recebi esses adesivos pra carro: Por que não? Tem um brasão da República lá e não tem me servido de nada.  Agora o mais legal foi a cartinha que recebi.  Eles dizem que não possuem dinheiro para fazer o número de adesivos que acham ideal para divulgar a campanha e querem um contribu...

Que seja do jeito que for

Acabo de iniciar uma discussão com Walcyr Carrasco por causa da decisão em cortar o cabelo do órfão da novela.  Mandei para Walcyr um vídeo da música Respeitem Meus Cabelos, Brancos e disse que ele atendeu à audiência racista.  Walcyr respondeu que iria tirar o menino de vez da novela.  Pra mim, respondeu como o menino dono da bola que ameaça se retirar do jogo quando lhe marcam a falta.  Walcyr é, de fato, o dono da novela. Isso ninguém discute.  Em nenhum momento pensei em dizer como ele deve escrever sua obra. Normalmente faço críticas no meu Facebook, já ouvi pessoas dizendo que foram conferir a novela por causa do que escrevo, mas nunca sequer cogitei dizer ao autor como ele deve fazer seu trabalho. Se eu soubesse escrever essa novela melhor do que ele, seria meu o nome lá é não o dele. A mim, cabe assistir, gostar ou não do que ali é exibido e comentar.  De vez em quando, falo em inverosimilhanças, mas sempre lembrando que se trata de uma obra de ficç...

Só vou gostar de quem gosta de mim.

Como não li o tal projeto aprovado pela câmara, proposto pelos evangélicos e levado por Marco Feliciano, em sua cruzada eleitoral, não posso falar dele.  Mas gostaria de comentar o que está sendo dito na imprensa e comentado por aí é que o projeto permitiria as igrejas a recusar homossexuais e a celebrar casamentos de homossexuais.  Se for isso (e o se me poupa de comentários do tipo: "mas não é só isso que tem no projeto"), repito, se for só isso, não entendo qual o problema do projeto.  As igrejas são entidades privadas (com isenção de impostos, é verdade, mas já falarei sobre isso). Essas entidades privadas reúnem determinadas pessoas com um certo credo. Chama-se a isso liberdade religiosa. Algumas dessas religiões acreditam que homossexualidade é pecado. Burrice, ignorância, mas é o credo dessa gente. O que um homossexual quer fazer dentro dessa entidade privada? Ela não presta nenhum serviço público garantido por lei que está sendo negado ao homossexual naquele estab...

Me engana que eu gosto

No mundo virtual, ter pernas curtas não constitui desvantagem e a mentira parece ter dedos ágeis que lhe garantem ir longe na páginas dos blogs e das redes sociais. A mentira parece também ter um rosto sedutor e encanta mesmo àqueles que já foram alterados sobre seu caráter. Eu sei porque alguém inventa uma mentira na Internet: por diversão, por ego, para roubar senhas. Recentemente me ocorreu uma outra hipótese, ao lembrar de uma história de Agatha Cristhie no livro Os Doze Trabalhos. Em um dos capítulos, Hercule Poirot foi chamado a livrar a reputação de um político. Documentos comprometia viriam a público. O político era inocente mas não podia provar sua inocência naquele momento sem revelar segredos de Estado. Quando pudesse revelar já seria tarde demais para sua carreira. Poirot pensou e achou a solução. Na semana seguinte os tablóides ingleses estamparam a foto da ...

Mas realmente

Você gostaria de ler uma biografia não autorizada sobre a Família Real Inglesa? E sobre a Princesa Holandesa?  Pois essas biografias existem e você, eu, os ingleses, os holandeses e todos os habitantes de outros países, monárquicos ou republicanos, podemos ler.  Não importa o quanto a Rainha Elizabeth ou a Princesa Máxima tenham odiado esses livros, eles são publicados em seus países.  Do ponto de vista legal não havia como a realeza proibir essa publicação, ainda que contrária a seus interesses. Não que eles não tenham tentado, mas o fato de não conseguirem só demonstra que o interesse da realeza, ao contrário do que muitos pregam, não se sobrepõe ao interesse coletivo e aos direitos à liberdade de expressão e ao exercício da liberdade do jornalista.  Agora, tente ler a biografia do Rei Roberto Carlos. E um certo filme da Rainha dos Baixinhos.  No republicano e democrático Brasil, os interesses pessoais se sobrepõe a reconstituição histórica e representação de ...

Uma nova novidade!

Há alguns dias, meu amigo Benício Boida ficou em dúvida se deveria comentar a postagem aqui ou no Facebook. Gostaria de dizer a ele e a quem mais estiver com dúvidas que SEUS PROBLEMAS SE ACABARAM. Acabo de incorporar os comentários do Facebook às postagens. Ela só funciona quando se está no link da postagem e na página inicial, onde tem um resumo de várias postagens. Para ir para o link da postagem, basta clicar no título dela. O mecanismo está em teste. Já vi reclamações na internet de que ele replica os comentários de todas as postagens e não apenas daquela. Se for assim, eu tiro o serviço depois. Vamos ver. A postagem pelo blog continua ativa para aquelas pessoas que resistem em usar o Facebook.

Irritando

A NET, uma das empresas mais especializadas em irritar o usuário, resolveu ligar pra cá nas ultimas semanas oferecendo assinatura. Eu já disse que não quero assinatura da NET nem de graça e isso não é força de expressão. Se ela quiser que eu adquira o serviço teria que me pagar... e eu pensaria no assunto. Todas as últimas vezes pedimos que elas tirassem nosso telefone. Já tentamos reclamar na ANATEL, mas eles nada fazem a esse respeito. Hoje eles ligaram e eu soltei o rosário de palavrões em cima da amiga. Aí eles ligaram uma segunda vez, dessa vez com a atendente anterior do lado, que eu podia ouvir, rindo. Claro que percebi que era sacanagem e não xinguei, perguntei se podia ter a cópia da gravação, que elas estavam importunando e elas desligaram. Passou um tempo e ligaram pela terceira vez. Pela voz, era uma pessoa diferente. O diálogo foi mais ou menos esse. Eu, com voz calma: - Vocês vão ficar ligando o tempo todo? - Não senhor, deve ter sido de outro call center. Tem v...