Postagens

Sou Rebelde Porque O Mundo Quis Assim

Muito se fala a sobre reduzir ou não a maioridade penal no Brasil e, para mim, parece estar havendo uma confusão de termos que influencia os argumentos. Tudo que vou discorrer aqui não pretende ser um tratado de direito, sociologia ou psicologia, do que entendo pouco, mas a minha observação sobre esses conceitos. Aceito correções dos especialistas nessas áreas no que diz respeito a conceitos errados. De resto, são opinões, podem discordar à vontade. Primeiro é preciso saber exatamente qual a finalidade em punir uma pessoa. Tem defensores, de ambos os lados, que parecem adotar o lado vingativo da pena como justificativa. "Esse mostro matou", dizem uns, "esse jovem foi levado a isso", dizem outros. Parece que a pena tem um caráter vingativo, sim, mas tem também outras funções como: corrigir o infrator, coibir que outras pessoas queiram fazer a mesma coisa, proteger a sociedade contra outros atos daquele infrator. Apenas analisando todas essas funções podemos ver ...

Quem te viu, quem TV?

Vejam só. Até pouco tempo, era preciso zapear muito nos canais abertos para se livrar de ver a banda Calypso (ou KY, como diz Tia Judith). Agora, estão implorando espaço na TV. Banda Calypso se oferece para apresentações na TV Joelma não ficou menos artista com suas declarações. Pelo menos, não menos do que o que era. E ela tem, independente de ser artista, direito às suas convicções. Mas ela sabe que suas declarações públicas têm um peso maior do que as declarações de um Djaman Barbosa. Mídia trabalha com imagem e com associação que fazem a essa imagem. Seria ilegal qualquer estúdio negar alugar para Joelma gravar. Seria ilegal uma casa de espetáculo negar pauta para Joelma. Isso seria discriminação. Como seria ilegal não me deixarem exercer um cargo por minhas convicções (se elas nada tivessem com o exercício do cargo). No caso da TV é diferente. A TV não está ali pra chamar todo mundo.Ela seleciona quem vai aos programas, baseando-se na audiência que essa pessoa possa da...

Não sabe brincar, não desce pro play

Imagem
Fui uma vez ao show de Rafinha Bastos, em São Paulo, influenciado por alguns trechos de seu stand up que eu tinha visto no Youtube. Achei as piadas preconceituosas ao extremo. E olha que eu não sou de melindres com estereótipos e caricaturas, quando acho que elas partem apenas do exagero, mas acho completamente descabidas quando fazem relações forçadas entre coisas desconexas (ex.: negro-ladrão; homossexual-promíscuo; mulher de saia curta-puta) e quando a "piada" se baseia apenas em que o público lembre dessa associação e ache engraçado. Depois falo mais sobre isso. Depois dessa decepção do show, vi Rafinha Bastos entrar no CQC, fazer uma piada que não caiu bem no gosto do público e sair de lá, entrar no SNL da Rede TV, sumir das vistas do público e sair de lá, entrar no "A Vida de Rafinha Bastos", na FOX, e sumir da minha vista. Em todas as polêmicas em que se meteu, eu sempre concordei que ele tinha o direito de falar as asneiras que fosse, achando que mereceu...

A fala te traiu

A princípio, pode parecer que a melhor coisa a fazer diante de um pronunciamento estúpido é ignorar. Não é tão simples assim. Palavras estúpidas costumam encontrar abrigos em cabeças ocas. E, infelizmente, bom senso não é pré-requisito para ser eleitor. Muito menos para o candidato. E se este só ouve as idéias dos cabeças ocas, ele passará a agir daquela forma para garantir os votos. É preciso que os contrários se manifestem para que os que pretendem representar a população tome conhecimento de que há posicionamento (e potenciais votos) em sentido contrário também. Mas combater o estúpido não é tarefa fácil como podem pensar alguns. Um grande risco é responder no mesmo nível dele, tomando seus argumentos como se válidos fossem, ou usando os seus próprios valores. É o que vejo no caso das asneiras ditas por Joelma. Muitos contra-argumentam desqualificando Joelma como artista. Bobagem. Ser cantora brega não torna ninguém preconceituoso. Joelma não caiu de paraquedas no cenário mus...

A gente somos inútil

Estava esperando em uma mesa da praça de alimentação o meu pedido ficar pronto. Passaram 3 mulheres por mim e foram sentar em uma das diversas mesas vazias mais adiante. Vi meu prato ser colocado no balcão e, antes que a moça chamasse a senha, eu já estava no balcão com a bandeja. Quando me virei, vi a cena mais patética que presenciei nos últimos tempos. As mulheres corriam para pegar a mesa que eu estava antes que eu retornasse. Segui adiante sem esboçar reação e sentei em uma das, repito, diversas mesas vazias. O comportamento, típico da pré-adolescência, pareceu-me ridículo em três mulheres adultas que conseguiram apenas ficar numa mesa melhor posicionada, na opinião delas. Será que é nessa direção que caminha a evolução humana?

O médico é o monstro

A médica presa com dedos de silicone fraudando o sistema de ponto da prefeitura disse que fazia isso a mando do diretor e que era uma exigência da contratação. Não duvido disso, mas o problema é que com isso a médica revela uma realidade triste nesse país: para essa geração, roubar do poder público é um pecadilho, um delito menor, algo chato a ser feito para se manter o emprego. Ao contrário dos grandes corruptos que o fazem por ganância, para ficar cada vez mais ricos, a dra. fez para manter seu emprego. Em nenhum momento ela pensou em denunciar ou, pelo menos, não entrar no esquema? Será que nenhum valor moral passado por sua família, ou até mesmo a ética, mostrada na faculdade, a fizeram ver que aquilo é corrupção? É roubo? É crime? Os cientistas nazistas também fizeram o que fizeram como condições de contratação. São menos monstros por isso? Guardadas as devidas proporções entre os crimes, o que questiono é: agir fora da lei sob a alegação de que foi o patrão quem mandou, dimi...

Quero morrer numa batucada de bamba

Que me desculpem os jornalistas, médicos, advogados, promotores, juízes e o público em geral, mas se forem verdadeiros os depoimentos das testemunhas de acusação, a Dra. Virgínia Helena não cometeu eutanásia. Pelo menos, não nesses pacientes relacionados nas matérias e dos quais a estão acusando de ter matado. Em primeiro lugar, o código penal brasileiro em vigor, salvo engano e que me socorram os advogados, não trata de eutanásia. Trata de homicídio, de auxiliar suicídio, etc. Então, do ponto de vista criminal, ela só poderia ter cometido ou crime de homicídio ou o crime de "induzimento, instigação ou auxílio a suicídio", a depender do ato que praticou. Mas fora do âmbito penal, também não se pode falar em eutanásia para o caso, repito, a se julgarem verdadeiros os relatos da acusação. Primeiro, vou tentar resumir um pouco o que entendo sobre o assunto e dessa vez que me socorram os médicos se eu estiver errado. Eutanásia consiste em abreviar a vida de um paciente inc...