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Quero morrer numa batucada de bamba

Que me desculpem os jornalistas, médicos, advogados, promotores, juízes e o público em geral, mas se forem verdadeiros os depoimentos das testemunhas de acusação, a Dra. Virgínia Helena não cometeu eutanásia. Pelo menos, não nesses pacientes relacionados nas matérias e dos quais a estão acusando de ter matado. Em primeiro lugar, o código penal brasileiro em vigor, salvo engano e que me socorram os advogados, não trata de eutanásia. Trata de homicídio, de auxiliar suicídio, etc. Então, do ponto de vista criminal, ela só poderia ter cometido ou crime de homicídio ou o crime de "induzimento, instigação ou auxílio a suicídio", a depender do ato que praticou. Mas fora do âmbito penal, também não se pode falar em eutanásia para o caso, repito, a se julgarem verdadeiros os relatos da acusação. Primeiro, vou tentar resumir um pouco o que entendo sobre o assunto e dessa vez que me socorram os médicos se eu estiver errado. Eutanásia consiste em abreviar a vida de um paciente inc...

Verdades e mentiras

No país das impunidades, os justiceiros costumam apontar seus dedos indicadores e gritar "bruxa", como se isso resolvesse todos os problemas.  Não resolve e ainda ajuda a não combater as verdadeiras causas dos problemas. A prisão dos integrantes da banda envolvida no aciednete da Boate Kiss é absurda. Não se admite prisão preventiva em crime culposo, que é o que realmente aconteceu (a menos que o paradeiro do acusado seja desconhecido). Para "driblar" isso, a acusação foi de dolo eventual.  Ora, para se pensar em dolo eventual, teríamos que assumir que os músicos sabiam (ou deveriam saber) que o teto era coberto de material altamente inflamável, que a distância era pouca e mesmo assim acenderam o artefato. Temos que considerar que o risco era presumível. É razoável imaginar, e o fato de várias pessoas teremn morridio e a comoção popular não pode mudar isso, que os músicos não imaginaram ser possível que o teto pegasse fogo. Talvez nunca tivessem reparado qu...

Quem é contra o povo curte

A recente campanha contra Renan Calheiros para presidente do Senado é muito estranha. Primeiro que a campanha circula no Facebook, entre pessoas que não possuem voto algum no Senado. Segundo que os motivos alegados para que Renan Calheiros não seja presidente são motivos para que ele não seja sequer senador ou que exerça qualquer cargo público. Ou seja, se Renan está apto, do ponto de vista legal, para ser senador, também o está do para ser presidente do Senado. Do ponto de vista moral, ao invés de pedir que outros senadores votem em Renan para presidente do Senado , as pessoas não deveriam ter votado nele para senador. Se partimos do princípio que o sistema eleitoral brasileiro é correto e que os eleitos representam a vontade da maioria da população, Renan Calheiros é um legitimo representante do povo e qualquer ataque a ele, é um ataque ao povo que o elegeu. Boicotá-lo seria retirar os direitos da população de determinado estado que votou nele dentro das regras estabelecida...

Quem curte racismo e ignorância?

Diz um antigo ditado árabe que quando alguém usa o dedo para indicar a lua, o imbecil fica olhando fixamente para o dedo. Vivemos uma geração de imbecis e não há lugar melhor para encontrá-los do que o Facebook. A rede pode ser uma ferramenta incrível para se fazer protestos, propor boicotes, denunciar abusos. Isso se os usuários se dessem ao trabalho de pensar sobre o que é postado, procurassem se inteirar sobre o assunto, mas na verdade, todo mundo só quer vomitar sua opinião, ainda que burra, precipitada, preconceituosa ou apenas aquela que acredita ser na moda, descolada e de acordo com a maioria. Numa denúncia sobre maus tratos sofridos por leões em um zoológico chinês , era de se esperar que as pessoas discutissem sobre a forma como humanos tratam os animais, sobre a necessidade de existência de zoológicos, etc. Ao invês disso, o que vi nos comentários foram expressões de racismo contra os chineses, como se esse fosse o único povo a maltratar animais. Comentários como: ...

Deus e o Diabo na Rua, na Chuva, na Fazenda...

Imagem
Hoje um amigo do Facebook publicou uma imagem que circula nas páginas da IURD e seus seguidores. Uma placa em homenagem a "Lucífer" e que os membros da IURD, que não primam pelo português, leram como "Lúcifer". Na verdade, acho que é em homenagem a "Lucifer", sem acento algum, o que demonstra que os adoradores deste são tão pouco afeitos à gramática quanto os do outro. Lucifer é o portador da luz.  O engraçado é que na Bíblia, essa palavra representa: o planeta Vênus, a Estrela D'Alva e... pasmem... Jesus Cristo. Isso. Tremam nos bancos de igreja, senhoras carolas. Lucifer é Jesus. "E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações." 2 Pedro 1:19 Em latim, benzei-vos beatas: " et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caligino...

Para quem precisa

Eu digo háalgum tempo que investigação policial no Brasil se resume a denúncia anônima, grampo telefônico ou confissão. Fora isso, só se descobrem os autores pegos em flagrante delito. O último caso "pitoresco" ocorrido no país, e que ganhou repercussão internacional para o bem de nossa linda imagem, foi da utilização de um gato para entrar com celulares, serras e outros apetrechos num presídio. A gerência do presídio informou: "Fica difícil saber quem é o responsável pela ação, uma vez que o gato não fala". Perceberam? Como gato não fala, não há como ele denunciar os mandantes, nem como fazerem escuta nem como obrigarem ele a confessar. Que tal investigar o celular. Ele tem chip? Tem como rastrear onde foi vendido? Afinal é de uma empresa telefônica que o habilitou. Habilitou em nome/CPF de quem? Essa pessoa pode ser cúmplice ou vítima de golpe. Como essa gato entrou antes no presídio e como foi treinado? Uma das matérias sobre o assunto diz: "Segundo u...

Besteira e burrice no Brasil.

A quem ainda não entendeu. Não precisa ligar pra Globo, fazer protesto, assinar petição, escrever textos inteligentes... Se não gosta do BBB, basta não assistir. Simples assim. A televisão oferece várias opções de programação. Mude de canal e veja outra. E se não gostar de nenhuma delas, tem a internet. E se não estiver a fim, ouça uma boa música ou leia um livro, ou veja um DVD, ou converse com um amigo ou vá ao cinema, ao teatro... Nada contra que se façam críticas ao programa. Eu mesmo fiz várias. Na primeira edição, critiquei que os participantes não tinham sido escolhidos "ao acaso", como eles anunciavam, nem eram totalmente "anônimos". Todos tinham ligação com alguém do meio artístico. Na segunda edição, nova farsa com esse lance de inscrição, e uma tendência a escolher estereótipos. Depois, o programa foi assumindo cada uma dessas acusações e dizendo: "é isso mesmo, a gente escolhem, e escolhe com determinado perfil, e tem um script, e tem...